Marca carioca de roupas é criticada após usar estampa com escravas - Geral - Hora de Santa Catarina

Versão mobile

Polêmica14/10/2016 | 20h37Atualizada em 14/10/2016 | 21h07

Marca carioca de roupas é criticada após usar estampa com escravas

Maria Filó afirma que buscou inspiração na obra do artista francês Jean-Baptiste Debret

Agência Estado

A marca carioca Maria Filó vem sendo acusada de racismo por usuários das redes sociais. Nesta sexta-feira, a pesquisadora Tâmara Isaac escreveu um relato em seu Facebook mostrando-se indignada com a estampa de uma peça que traz a imagem de uma escrava servindo uma sinhá. "Hoje, fui procurar umas blusinhas bacanas para comprar e entrei na loja da Maria Filó... Começo a olhar as roupas e me pergunto: Confere? É uma estampa de escravas entre palmeiras. É uma escrava com um filho nas costas servindo uma branca?", escreveu Tâmara. Na noite desta sexta, a publicação já contava com 11 mil curtidas e 1,4 mil compartilhamentos. No post, a pesquisadora conclui que a estampa que retrata a escravidão é de mau gosto e racista.

Mais tarde, a atriz Taís Araújo também se manifestou sobre a estampa pelo Facebook: 

Leia mais:
Professora de Joinville fantasiada com blackface gera discussão nas redes sociais
Alvo de ofensas racistas, Taís Araújo vai prestar depoimento na polícia do Rio
MP denuncia quatro pessoas por crimes de racismo e injúria contra Maju

Em comunicado, a marca afirmou que o desenho foi inspirado na obra do artista francês Jean-Baptiste Debret e que a peça com o print, que já não está mais no site, será tirada de circulação: "A Maria Filó esclarece que a estampa em questão buscou inspiração na obra de Debret. Em nenhum momento houve a intenção de ofender. A marca pede desculpas e informa que já está tomando providências para que a estampa seja retirada das lojas".

 
 
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros