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Saúde11/10/2016 | 11h51

OMS enviará um milhão de vacinas contra cólera ao Haiti

Novos casos de pacientes infectados pela bactéria que causa a doença estão surgindo no país após a passagem do furacão Matthew

OMS enviará um milhão de vacinas contra cólera ao Haiti Logan Abassi / UN/MINUSTAH / AFP/
Foto: Logan Abassi / UN/MINUSTAH / AFP
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira que enviará ao Haiti um milhão de vacinas contra a cólera. Novos casos de pacientes infectados pelas bactérias que provocam a doença estão surgindo após a passagem devastadora do furacão Matthew pelo país na semana passada.

O especialista em cólera da OMS Dominique Legros afirmou que já houve um "aumento importante" de casos no sul do país, com 148 casos detectados no departamento de Grande'Anse e outros 53 no departamento do Sul, em declarações à imprensa em Genebra.

A possibilidade de que um surto de cólera ressurja no Haiti é especialmente alarmante, já que o país precisou lutar contra esta epidemia após o catastrófico terremoto de 2010 que arrasou o país. Desde então, um total de 10 mil pessoas morreram por conta desta doença e uma média de 500 novos casos são registrados a cada semana nos últimos seis anos.

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O número de casos de cólera começou a aumentar antes que o furacão Matthew atingisse a ilha, onde foram registrados 29 mil ocorrências durante o ano, segundo a OMS. O fenômeno meteorológico deixou ao menos 372 mortos em sua passagem pela ilha na semana passada — justamento na época do ano em que ocorrem mais casos de cólera, explicou Legros.

Para tentar frear a expansão da epidemia, a OMS decidiu enviar um milhão de vacinas ao Haiti para uma campanha de imunização em grande escala, declarou o especialista. São necessárias duas doses da vacina para uma proteção total, mas Legros afirmou que a OMS e as autoridades do Haiti estavam considerando mobilizar uma campanha de uma dose para pode alcançar mais pessoas.

O especialista ainda explicou que uma dose da vacina pode fornecer uma proteção completa durante seis meses. Isso seria "suficiente para cobrir o período com mais risco", informou.


 
 
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