Projeto que libera mais de R$ 700 milhões para o Fies será votado na terça-feira - Geral - Hora de Santa Catarina

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Financiamento estudantil17/10/2016 | 21h08Atualizada em 17/10/2016 | 21h14

Projeto que libera mais de R$ 700 milhões para o Fies será votado na terça-feira

Em Santa Catarina, pelo menos 30 mil estudantes têm sido prejudicados pelo atraso nos repasses

O Congresso se reúne, às 11h desta terça-feira, para dar continuidade à deliberação de vetos presidenciais e de 10 projetos de lei. O quinto item da pauta é o PLN 8/2016, que libera para o Ministério da Educação (MEC) crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão, dos quais deverão sair R$ 702 milhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Em Santa Catarina, pelo menos 30 mil estudantes têm sido prejudicados pelo atraso nos repasses.

Os recursos, segundo o governo, beneficiarão cerca de dois milhões de estudantes. O restante do crédito suplementar — R$ 400,9 milhões — será destinado à realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As informações são da Agência Senado.

Na última sessão, encerrada na madrugada de 6 de outubro, os parlamentares não concluíram a análise dos destaques a dois vetos, o que impediu a votação do crédito para o Fies. O presidente do Senado, Renan Calheiros, enfatizou que essas votações precisam acontecer nesta semana e que é necessária a presença dos parlamentares em Brasília.

O líder da Minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também deixou claro que a oposição votará a matéria e que essa é uma reivindicação estudantil inadiável:

— O governo já poderia ter editado uma medida provisória. Não era necessário ter chegado a esse desgaste todo. Tem muito estudante reclamando, tem estudante sofrendo em sala de aula, nós não vamos obstruir isso, nós vamos votar favorável.

Ao falar da votação, o líder do PSDB, senador Paulo Bauer (SC), explicou por que a liberação desses recursos deve ser objeto de projeto de lei e não de medida provisória.

— É necessário que nós tenhamos, sim, um projeto votado pelo Congresso Nacional alterando o Orçamento da União. Estaríamos fazendo tudo conforme preceitua a legislação brasileira e não estaríamos voltando às velhas pedaladas praticadas no governo petista — disse Bauer.

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