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Conflito18/10/2016 | 08h50Atualizada em 18/10/2016 | 11h42

Rússia antecipa interrupção dos ataques aéreos em Aleppo

Trégua ajudará no êxito das negociações "sobre a separação da oposição moderada e os terroristas" na cidade síria, afirmou ministro russo

AFP
AFP

A Rússia anunciou nesta terça-feira uma suspensão imediata dos bombardeios das aviações russa e síria contra Aleppo, tratando a decisão como um "gesto de boa vontade" para permitir a saída de civis desta cidade intensamente bombardeada há um mês.

O inesperado anúncio de Moscou — um cessar-fogo estava previsto apenas na quinta-feira — ocorre após várias semanas de duras críticas dos países ocidentais contra a brutalidade dos bombardeios do exército de Bashar al-Assad, apoiado pela força aérea russa, contra a segunda cidade síria.

Esta decisão obedece "simplesmente a um gesto de boa vontade dos militares russos" e não está "de forma alguma" vinculada a estas críticas de países ocidentais, disse o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

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De acordo com Shoigu, que teve o discurso exibido pela televisão, "isto permitirá a saída totalmente segura de civis, por seis corredores humanitários, e a retirada de doentes e feridos da zona leste de Aleppo".

— No momento em que começar esta pausa humanitária, as tropas sírias devem retirar-se a uma distância suficiente para que os combatentes possam deixar suas armas em dois corredores especiais, entre eles a estrada de Castello. Pedimos aos governos dos países que têm influência sobre a parte leste de Aleppo que convençam os líderes (dos rebeldes) a parar os combates e deixar a cidade — afirmou o ministro em referência aos Estados Unidos.

Na segunda-feira, Moscou anunciou que os exércitos da Rússia e da Síria suspenderiam os bombardeios e quaisquer outros disparos na quinta-feira em Aleppo das 8h.

Serguei Shoigu destacou que a interrupção a partir desta terça-feira dos bombardeios aéreos ajudará no êxito das conversações "sobre a separação da oposição moderada e os terroristas em Aleppo" que devem começar, de acordo com o ministro russo, na quarta-feira em Genebra.

Na segunda-feira à noite, o embaixador russo na ONU, Vitali Churkin, anunciou que Arábia Saudita e Catar aceitaram participar nas conversações com Estados Unidos e Rússia para permitir um avanço sobre o tema.

Desde 22 de setembro, as forças sírias e a aliada Rússia submetem os bairros rebeldes da zona leste de Aleppo e seus quase 250 mil habitantes a uma chuva de bombardeios aéreos. Mais de 430 pessoas morreram desde então, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A guerra da Síria provocou mais de 300 mil mortes desde seu início em março de 2011, após a sangrenta repressão das manifestações pró-democracia executada pelo regime de Bashar al-Assad.


 
 
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