Cerca de 2,6 mil crianças em situação vulnerável podem ficar desassistidas  em Florianópolis  - Geral - Hora de Santa Catarina

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Assistência social23/11/2016 | 09h07Atualizada em 23/11/2016 | 09h45

Cerca de 2,6 mil crianças em situação vulnerável podem ficar desassistidas  em Florianópolis 

Prefeitura vinha atrasando pagamento de convênios, mas segundo informações dos gestores, agora não há mais nem previsão de repasses

Mais de 2,6 mil crianças e adolescentes de Florianópolis correm o risco de ficar sem atendimento em programas sociais. São jovens que participam de projetos de inclusão social desenvolvidos por ONGs. Essas instituições vivem de doações espontâneas e de um convênio firmado com a prefeitura para pagamento de funcionários, alimentação e outras despesas.

De acordo com Cintia Mendonça, coordenadora do Fórum de Políticas Públicas de Florianópolis, que congrega essas entidades, há alguns meses, a prefeitura vinha repassando o valor com atraso. Mas agora, segundo informações dos gestores, não há previsão de repasse.

— Se a prefeitura não cumprir com o convênio, milhares de crianças e adolescentes deixarão de ser atendidos, tornando-os ainda mais vulneráveis, comprometendo também a rotina familiar. Os pais que trabalham fora e deixam seus filhos nos programas estão seguros de que ali estão sendo bem cuidados — disse.

Segundo ela, a maioria vive vulnerável em áreas de risco, onde impera o tráfico de drogas e todas as formas de violência.

Conforme o secretário da Fazenda, André Bazzo, por causa da crise, as secretarias acabam priorizando alguns convênios, e muitas vezes outros ficam desassistidos.

— Eu preciso manter a folha dos servidores em dia e a Comcap funcionando. Com o dinheiro curto a gente tem que escolher prioridades — explica o secretário.

Nelson Matos Gomes, membro da equipe da transição, explica que a nova equipe ainda não tem um panorama do que são esses convênios.

— A intenção logicamente é dar continuidade, mas não temos essa radiografia pronta. Fizemos algumas solicitações, mas as demandas ainda não foram respondidas — informa.

Para tentar resolver o problema e evitar o fechamento dos programas sociais, o fórum fará uma reunião com todas as entidades nesta quarta-feira, às 13h, no Auditório do CIEE. A situação também está sendo encaminhada ao Ministério Público.

 
 
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