Deputados poderão votar pacote anticorrupção sem se identificar - Geral - Hora de Santa Catarina

Versão mobile

Brasília24/11/2016 | 14h48Atualizada em 24/11/2016 | 16h13

Deputados poderão votar pacote anticorrupção sem se identificar

Decisão permite que deputados aprovem "sem deixar digitais" emenda que evita punição a político que tenham recebido recursos de caixa 2

Deputados poderão votar pacote anticorrupção sem se identificar Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados/Câmara dos Deputados
Requerimento para que votação do pacote fosse nominal foi rejeitada por maioria dos deputados Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Câmara dos Deputados
Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, no início da tarde desta quinta-feira, em votação simbólica, um requerimento para votações nominais durante a sessão sobre o pacote das medidas de combate à corrupção aprovado na madrugada desta quinta na comissão especial.

Essa decisão permite que os deputados votem, sem deixarem suas "digitais", uma emenda ao pacote de medidas de combate à corrupção que, ao invés de reforçar a atuação dos crimes, fará justamente o contrário: blindar parlamentares e outros políticos de eventuais punições por terem recebido recursos não contabilizados.

Leia mais:
AO VIVO: Câmara aprova urgência para projeto anticorrupção e inicia votação
Quais mudanças no pacote anticorrupção foram feitas em comissão da Câmara

Partidos como PSOL, Rede, PHS protestaram, pediram verificação da votação (o que significa voto no painel eletrônico), mas o pedido não foi atendido. O PDT, que inicialmente apoiava o pedido de verificação, retirou o apoio.

Durante a sessão, líderes partidários da Câmara mudaram a orientação de voto original para suas bancadas a fim de impedir a votação nominal do pacote anticorrupção. Os líderes deixaram às pressas, a reunião que ocorria na presidência da Casa, para reorientar suas bancadas a votar contra o pedido do PSOL. PT, PSB, PSDB, PSD e os demais grandes partidos foram mudando a orientação.

A anistia ao caixa 2, por exemplo, impediria enquadrar parlamentares criminalmente por corrupção e lavagem de dinheiro, base das imputações penais feitas pela Operação Lava-Jato.

Essa ação, com o aval da cúpula da Câmara e do Senado, ocorre às vésperas da conclusão do acordo de delação premiada da Odebrecht, que deve envolver mais de cem políticos de partidos da base, como PMDB, PSDB e DEM, e da oposição, como o PT.

 
 
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros