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Joinville que Queremos29/11/2016 | 07h11

Inovações tecnológicas made in Joinville promovem a inclusão

Conhecimento desenvolvido por universidade da cidade e jovens profissionais ajuda a melhorar o dia a dia de pessoas com deficiência

Inovações tecnológicas made in Joinville promovem a inclusão Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Projeto MoviLetrando foi desenvolvido para portadores de síndrome de Down, mas vem auxiliando crianças Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Rafaela Mazzaro

Especial

Desenvolvido por jovens profissionais ou grupos de alunos, geralmente dentro de universidades, e disponível gratuitamente. Assim é o perfil de algumas das iniciativas tecnológicas inovadoras voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência em Joinville. Apesar de terem partido de talentos da cidade, elas têm ganhado o País, como o aplicativo Listen, dirigido a pessoas com algum nível de perda auditiva, e os jogos que saem de um dos laboratórios da unidade joinvilense da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Há 15 anos, o Laboratório de Pesquisa em Aplicações Visuais (Larva), da Udesc, contribui para a inclusão social de pessoas com os mais diferentes problemas. É a partir de uma das cinco linhas de pesquisa que o Larva criou os projetos MoviLetrando e Dance 2Rehab, os dois direcionados a crianças com síndrome de Down. Em forma de jogos eletrônicos, as iniciativas estão disponíveis para instituições de ensino e associações como o Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe), em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O objetivo inicial é ajudar crianças com Down no desenvolvimento motor e na fase inicial de aprendizagem, mas outros públicos estão sendo beneficiados.

– Temos relatos de usos também por crianças com déficit de atenção e autismo – afirma o professor Marcelo Hounsell, coordenador dos trabalhos, em parceria com estagiários, bolsistas e voluntários do curso de ciências da computação e alunos do mestrado em computação aplicada da Udesc.

Tanto o Dance 2Rehab quanto o MoviLetrando podem ser instalados em qualquer computador, sem a necessidade de consoles. A única exigência é o acompanhamento de uma web cam, responsável por fazer a captura de movimento do usuário para que o programa possa interpretá-lo. No caso do jogo voltado para o desenvolvimento motor, a criança terá de interagir com objetos lúdicos virtuais que surgirão na tela do computador. No MoviLetrando, ela terá um conjunto de letras e, a partir de indicação sonora, precisa escolher a opção correta. O jogo para desenvolvimento motor já resultou em avaliação científica.

– A partir do uso do jogo, verificamos que os resultados no desenvolvimento motor conquistados em 16 meses foram reduzidos para cinco semanas – comemora Hounsell.

Qualquer instituição pode solicitar a instalação gratuita dos jogos entrando em contato com o Larva pelo (47) 3481-7804. Hounsell salienta que o jogo é indicado apenas a escolas e organizações porque necessita de acompanhamento de profissionais capacitados para dar apoio durante o uso.

Atendendo às demandas das instituições parceiras, o laboratório da Udesc atualmente está desenvolvendo jogos para auxiliar no ensino de matemática e na reabilitação respiratória. O Larva também tem jogos voltados para o tratamento de pessoas com dependência química. A lista de projetos está disponível no www.joinville.udesc.br/larva.

Aplicativo para deficientes auditivos

O Listen, aplicativo para smartphones com sistema Android, é uma opção para pessoas com graus variados de perda auditiva que não podem comprar um aparelho específico para o problema ou que estão na fila para recebê-lo via Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível para download gratuito, o assistente auditivo pode ser usado com um fone de ouvido convencional e permite que o usuário possa se comunicar melhor e ouvir músicas.

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A iniciativa, que partiu de um grupo de amigos durante a Startup Weekend, evento de empreendedorismo de Joinville, ganhou uma versão atualizada há menos de um mês. O projeto teve como ponto de partida a dificuldade dos surdos para interagirem com smartphones. A primeira versão oferecia um player de música com correção de som, mas, com novas mudanças, acabou se tornando uma solução para quem não possui aparelho auricular. Segundo estimativa do IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência auditiva.

Assim que o aplicativo é baixado, o usuário é convidado a fazer um teste auditivo, que medirá, em porcentagem, o grau de dificuldade auditiva. A medição identifica em que escala o aplicativo auxiliará o usuário.

– Assim que a pessoa baixa o aplicativo, nós enviamos um e-mail pedindo feedback. O Listen passou pela validação dos usuários, que contribuíram com informações para a melhoria do serviço – conta Raphael Odebrecht de Souza, 27 anos, estudante de engenharia mecânica que assina o projeto junto com outros quatro profissionais.

Como startup, a ideia do Listen vem sendo difundida pelo Brasil, com participação em eventos da área. Recentemente, o projeto foi um dos campeões do Demoday InovAtiva, maior banca de startups do Brasil, realizada na Escola de Negócios do Sebrae de São Paulo.

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