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Na Colômbia22/11/2016 | 10h09Atualizada em 22/11/2016 | 10h09

Oposição rejeita novo acordo de paz e pede reunião com as Farc

Líder contrários ao pacto entre governo e guerrilha exigem que autores de crimes graves não possam ser elegíveis enquanto cumprem as penas

Oposição rejeita novo acordo de paz e pede reunião com as Farc RAUL ARBOLEDA/AFP
Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
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Os representantes da oposição ao acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) rejeitaram, na segunda-feira, o novo pacto negociado com a guerrilha e solicitaram uma reunião com o grupo rebelde. A decisão ocorreu após um encontro de mais de seis horas com autoridades do governo.

— Insistimos, esta noite, em um acordo nacional para introduzir algumas modificações ao acordo ajustado entre o governo e as Farc. O governo negou, esta noite, a possibilidade deste acordo nacional sobre temas substanciais — declarou o ex-presidente Álvaro Uribe, ferrenho opositor das negociações com o grupo rebelde.

O ex-presidente e atual senador se reuniu, ao lado de outros líderes da campanha do "Não" ao primeiro acordo alcançado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), rejeitado em 2 de outubro em um plebiscito, com uma delegação do governo do presidente Juan Manuel Santos, que apresentou o novo pacto alcançado com os insurgentes em 12 de novembro.

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Os opositores afirmaram que se alguns de seus pedidos não forem incluídos no acordo, que o governo e as Farc chamaram de definitivo e imodificável, o pacto "é apenas um retoque do acordo rejeitado pelos cidadãos".

Entre os pedidos apresentados na segunda-feira ao novo acordo está o de não permitir a elegibilidade política de autores de crimes graves enquanto cumprem suas penas, eliminar o narcotráfico como conexo ao delito político e que o acordo não entre na Constituição, entre outras solicitações.

— O governo nos disse que estes temas não podem ser revisados — disse Uribe, que considera "fundamental" a referendo da população ao acordo ou sobre "os pontos citados de divergência". 

Tanto o governo como a guerrilha são favoráveis à implementação do acordo por meio Congresso, que tem maioria governista.

— Temos toda a disposição de dialogar com o governo e as Farc sobre as modificações nos temas citados. Para este diálogo propomos aproveitar a presença em Bogotá dos líderes das Farc — afirmou o ex-presidente.

Os dirigentes da guerrilha chegaram à Colômbia, procedentes de Cuba, sede das negociações desde 2012, para preparar a cerimônia de assinatura da paz, que ainda não tem data definida. 

O coordenador da equipe de negociação do governo, Humberto de la Calle, que participou na reunião, fez um apelo de urgência para implementar o novo acordo pela "fragilidade" do cessar-fogo bilateral vigente desde agosto. Ele propôs um rascunho de um acordo nacional para a implementação do que foi acordado com o grupo insurgente, o principal e mais antigo do país, para superar um conflito armado de meio século.

De la Calle destacou que o novo acordo foi resultado de dias inteiros de renegociação com a guerrilha, após a derrota no plebiscito.

— O resultado foi um novo acordo com mudanças, ajustes e precisões em praticamente todos os temas — afirmou De la Calle.

Segundo o governo, o pacto inclui alterações em 56 dos 57 pontos questionados pela oposição.


 
 
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