Tomasi, reitor da Udesc: "nossa luta é para convencer os poderes a abrir mão desse percentual" - Geral - Hora de Santa Catarina

Briga pelo duodécimo28/11/2016 | 06h11Atualizada em 28/11/2016 | 06h11

Tomasi, reitor da Udesc: "nossa luta é para convencer os poderes a abrir mão desse percentual"

Dirigente da universidade estadual pleiteia os 0,17 pontos percentuais do orçamento da Alesc que serão destinados ao TJSC e MPSC

upiara boschi
upiara boschi

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

O reitor da Udesc, Marcos Tomasi, promete uma mobilização da comunidade acadêmica para sensibilizar os deputados estaduais a destinarem para a universidade pelo menos parte do 0,17 pontos percentuais do orçamento estadual que cabem à Assembleia Legislativa e que serão destinados para o Tribunal de Justiça e para o Ministério Público de Santa Catarina — o que deve gerar aumento anual de R$ 24 milhões e R$ 18 milhões para as instituições, respectivamente.

Udesc promete pressão na Alesc por aumento de repasses

A mudança nos repasses faz parte do acordo entre o governo estadual, a Alesc, TJSC e MPSC para regularizar as dívidas que resultaram da operação financeira que destinou quase R$ 1 bilhão em impostos devidos pela Celesc para o Fundo Social, sem a repartição com os municípios e os poderes. Tomasi reclama que o acordo não contempla a dívida com a Udesc - estimada em R$ 14 milhões pelo próprio governo estadual. Além disso, a universidade já estava mobilizada para pedir aumento no duodécimo - com manifestações na própria Alesc nos últimos dois meses. 

Acordão entre poderes tenta regularizar pedaladas de Colombo
"Compor em vez de brigar vale mais a pena", diz secretário da Fazenda
Comissão de Finanças aprova aumento de repasses para TJ e MP-SC

Leia a entrevista com o reitor Marcos Tomasi: 

Há um projeto na Assembleia Legislativa para regularizar a dívida do governo com municípios, poderes e órgãos gerada pelas doações da Celesc ao Fundo Social. A Udesc está contemplada?
A dívida reconhecida pela Tribunal de Contas é de R$ 18 milhões. Quando a gente soube dessa história da Celesc e do Fundo Social, recebemos a informação do próprio TCE dessa dívida e encaminhamos um ofício ao governo no sentido de ver de que forma teríamos esse recursos retornados. Para nossa surpresa, quando tomamos conhecimento do projeto de lei, identificamos que para municípios, poderes, Ministério Público de SC, TCE, todos eles tinham contemplados uma forma de retornar esse recurso. E o parágrafo que trata da gente dá a entender que não está programada essa devolução.

Vocês foram chamados para negociar essa devolução?
O secretário Antonio Gavazzoni (da Fazenda), nos disse que a Udesc trata direto com o governador Raimundo Colombo e que ele acertaria essa situação. Mas fomos tentar contato com o governador e não tivemos êxito. Com a Casa Civil também não, então ficamos preocupados por não termos essa perspectiva de retorno.

E tratativas junto aos deputados estão sendo feitas?
São duas coisas que tratamos distintamente. Uma é o retorno do recurso e a outra é um projeto para a gente consolidar nossa pró-graduação e viabilizar um projeto de educação à distância para o Estado. Seriam cursos que iríamos criar e trabalhar de forma itinerante pelo Estado, atendendo demandas regionalizadas. Fizemos um cálculo e coincidentemente chegamos a necessidade de ampliar o duodécimo em 0,17. É uma extrema coincidência porque é o percentual que está sendo colocado no TJSC e no MPSC.

Como o governo recebeu o pedido?
De forma extremamente positiva, mas nos disseram que não teríamos condições de retirar do percentual do Poder Executivo. A nossa luta é para convencer os poderes para que eles abram mão desse percentual para que a gente possa implantar esses projetos importantes para Santa Catarina.


 
 
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros