Aumenta para 38 o número de mortos em onda de frio na Europa - Geral - Hora de Santa Catarina

Clima09/01/2017 | 09h54Atualizada em 09/01/2017 | 11h10

Aumenta para 38 o número de mortos em onda de frio na Europa

No domingo, dez pessoas morreram na Polônia, onde as temperaturas permaneceram abaixo de -20°C em algumas regiões

Aumenta para 38 o número de mortos em onda de frio na Europa PATRICK HERTZOG/AFP
Foto: PATRICK HERTZOG / AFP
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Uma onda de frio que atinge a Europa desde o fim de semana passado, com temperaturas polares, já causou pelo menos 38 mortes — a maioria na Polônia. O fenômeno, no entanto, começa a se atenuar a partir desta segunda-feira.

O frio procedente da Escandinávia provocou diversos acidentes de trânsito. Um dos casos ocorreu na França, onde quatro cidadãos portugueses morreram e outros 20 ficaram feridos num acidente de ônibus, no domingo.

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Dez pessoas morreram de frio no domingo na Polônia, onde as temperaturas permaneceram abaixo de -20°C em algumas regiões. Outras dez pessoas já haviam falecido, na sexta-feira e no sábado, no país. Na República Checa, seis pessoas, incluindo dois moradores de rua, morreram de frio na sexta-feira e no sábado em Praga, onde as temperaturas caíram para -15°C.

De acordo com as previsões meteorológicas, as temperaturas serão mais clementes nos próximos dias na Polônia, mas devem continuar abaixo de zero. A onda de frio já começou a diminuir na Europa ocidental, mas onde duas noves mortes foram anunciadas pela imprensa italiana nesta segunda-feira. Sete pessoas morreram durante o fim de semana no país, incluindo cinco desabrigados.

A onda de frio começou a diminuir na Europa ocidental, mas continua frio na Itália, onde duas novas mortes foram anunciadas pela imprensa, após sete óbitos durante o fim de semana, incluindo cinco desabrigados.

Frio polar nos Bálcãs

Nos Bálcãs, as temperaturas caíram para menos -28°C neste fim de semana na Macedônia e um sem-teto de 68 anos foi encontrado morto em um bairro da capital, Skopje. 

Na Sérvia, a temperatura mais baixa foi registrada no domingo na cidade de Sjenica, no sudoeste, com -33°C, e a navegação no Danúbio e no Sava foi interrompida. Na capital, Belgrado, dezenas de migrantes bloqueados pelo fechamento da rota dos Bálcãs se refugiaram em um armazém abandonado perto da estação ferroviária, devido a temperaturas que chegaram a -15ºC na madrugada desta segunda-feira.

— É muito difícil, especialmente à noite — afirma Niamat Khan, um adolescente afegão de 13 anos. — Espero há três meses e não sei quando vou poder continuar a minha viagem — acrescentou.

Os migrantes se recusam a ir para os centros oficiais por medo de serem enviados de volta aos países por onde entraram na Sérvia (Bulgária ou Macedônia).

— Ninguém nos ajuda, faz muito frio e eu me pergunto como vamos suportar esta situação — acrescentou Ismail Khikimi, outro afegão de 16 anos.

No Belarus, duas pessoas morreram de frio no domingo. O termômetro, depois de cair a -30°C durante o fim de semana, subiu a -15°C nesta segunda-feira.

A temperatura era de -25ºC em Moscou, onde mais de 500 ciclistas corajosos enfrentaram temperaturas muito abaixo de zero no domingo, pedalando a -27°C. As escolas foram reabertas, nesta segunda-feira, na capital russa, mas não em Vladimir, cidade localizada a 200 km de Moscou, onde as férias escolares foram prorrogadas até terça-feira e onde as temperaturas atingiram -30ºC.

Os estudantes de várias grandes cidades russas da Sibéria central também permanecerão em casa, uma vez que as aulas foram canceladas em Chelyabinsk e Kurgan (-30°C), e Tobolsk (-36°C).

Na Turquia, um espesso manto de neve cobria Istambul nesta segunda pelo terceiro dia consecutivo, provocando o cancelamento de centenas de voos. A Turkish Airlines precisou cancelar mais 277 voos nesta segunda nos dois aeroportos de Istambul, após ter anulado mais de 600 durante o fim de semana.

O tráfego no Bósforo, um dos estreitos mais movimentados do mundo, foi novamente interrompido nesta segunda-feira pela guarda costeira devido à má visibilidade. Muitas escolas também foram fechadas, segundo o governador de Istambul, Vasip Sahin.


 
 

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