Catedral Metropolitana de Florianópolis recebe encontro de Terno de Reis - Geral - Hora de Santa Catarina

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Tradição06/01/2017 | 22h20Atualizada em 06/01/2017 | 22h20

Catedral Metropolitana de Florianópolis recebe encontro de Terno de Reis

Três grupos participaram da celebração que faz parte da cultura açoriana

Catedral Metropolitana de Florianópolis recebe encontro de Terno de Reis Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

A Catedral Metropolitana, no Centro de Florianópolis, estava lotada na noite desta sexta-feira. Era a missa de sétimo dia do ex-prefeito Sérgio Grando, que por uma coincidência, caiu na mesma data em que é comemorada o Dia de Reis, ou Reisado – 6 de janeiro. Na Capital, o folclore é relembrado principalmente por descendentes de imigrantes açorianos com muita cantoria, viola e canções que lembravam a chegada dos Três Reis Magos em Belém, poucos dias após do nascimento de Jesus.

Três grupos de Terno de Reis de Florianópolis, das comunidades Sambaqui, Caiera da Barra do Sul e Trindade, e um de Itajaí, levaram suas homenagens para dentro da igreja. O primeiro a entrar na Catedral foi o da cidade convidada — que também cultua a cultura açoriana. Eles foram aplaudidos de pé com uma música em homenagem à Ilha e suas praias. Teve até um pedido aos reis: "voltar no ano que vem". Pelo público, estão mais que bem-vindos.

As palmas não pararam e agora já acompanhavam as músicas, encabeçadas pela viola. E a cada rima criativa, os aplausos eram ainda maiores. Em seguida entrou o grupo com senhorinhas e senhores do Sambaqui, todos vestidos de vermelho. Depois Caiera e o grupo da Trindade encerrou as apresentações.

Tradição manezinha

O aposentado Laureci Macedônio Vicente, 65 anos, morador do Pântano do Sul, manezinho e descendente de imigrantes dos Açores, há mais de 50 anos participa do folclore da Ilha e há mais 30 se apresenta com o grupo de Terno de Reis da Caiera da Barra do Sul.

— Nós não somos um grupo de família, como muitos outros. Aqui todos são amigos, membros da comunidade. Num ano um se apresenta, no outro deixamos outra pessoa — explicou.

Para eles, as comemorações dos Reis já se começam a ser comemoradas no Natal, com o nascimento de Jesus. No Ano Novo também têm apresentações; no dia de Reis; no dia 10, dia de Santo Amaro e 15, no dia de São Sebastião. Neste sábado, inclusive, o grupo do Sul da Ilha relembrará o trajeto dos três Reis Magos pelo Pântano do Sul, quando, de casa em casa, apresentarão uma canção em louvor aos reis, à cidade, e à Deus.

— Quanto mais gente participa das apresentações do Terno de Reis, melhor — comemorou ele, antes de entrar na igreja lotada.

Já o violeiro Itamar Souza, de 66, faz parte do grupo da família Fiesons. Eles, sim, são todos familiares e cantam no Terno de Reis há 13 anos juntos. Além da homenagem no dia de Reis, eles estão, uma vez por mês, cantando na igreja Santíssima Trindade, no bairro de mesmo nome.

— É uma família grande, com vários sobrenomes: açoriano e até alemão — contou. 

 
 
 

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