"É uma declaração de guerra aos servidores", diz presidente do Sintrasem de Florianópolis - Geral - Hora de Santa Catarina

Funcionalismo público11/01/2017 | 15h40Atualizada em 11/01/2017 | 16h50

"É uma declaração de guerra aos servidores", diz presidente do Sintrasem de Florianópolis

Sindicato reagiu com indignação ao pacote de medidas anunciado pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB) para cortar gastos

"É uma declaração de guerra aos servidores", diz presidente do Sintrasem de Florianópolis Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Em assembleia na tarde desta quarta-feira que decidiu manter o estado de greve, mas sem paralisação imediata, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) reagiu com indignação ao pacote anunciado pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB). As 40 medidas, que devem entrar na Câmara dos Vereadores nesta quinta, buscam reduzir os gastos da prefeitura em mais um ano de dificuldades financeiras.

Cerca de 700 servidores se reuniram na Praça Tancredo Neves, no centro da Capital. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, quando o pacotão deve ser apresentado em sessão na Câmara. Os principais pontos que causaram revolta são a extinção da licença-prêmio e gratificações, cancelamento do plano de cargos e salários e aumento da alíquota da previdência paga pelos trabalhadores de 11% para 14%.

— O prefeito quer acabar com nosso plano de cargos, que demorou 28 anos para sair, aumentar a alíquota e em nenhum momento chamou o servidor para dialogar. Se aprovadas essas medidas, ele acaba não só com o funcionalismo, mas com o próprio serviço público em Florianópolis. É uma declaração de guerra aos servidores — afirma o presidente do Sintrasem, Alex Santos.

Santos também diz que o que está causando prejuízo à prefeitura não é a folha de pagamento, mas sim os grandes devedores do município e os contratos terceirizados "milionários" que, segundo ele, não são sequer revistos. O presidente do sindicato criticou ainda a possível aprovação de licenças ambientais que beneficiariam apenas grandes empresas e destruiriam ainda mais o meio ambiente da Ilha.

A questão dos salários atrasados nem chegou a ser um ponto forte discutido na assembleia. Para quem ganha até R$ 8 mil, foi paga nesta quarta a última parcela, que regulariza a situação. A parcela seguinte será paga em 2 de fevereiro, recebendo o salário integral os servidores que ganham até R$ 12 mil. Com isso, restarão 83 funcionários ainda com salários atrasados. A última parcela será paga em 2 de março, quando receberão aqueles que ganham mais de R$ 12 mil. A prefeitura garante o pagamento de janeiro em dia.

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