Forças americanas que mataram 33 civis no Afeganistão agiram em "legítima defesa", sustenta Otan - Geral - Hora de Santa Catarina

Comunicado12/01/2017 | 11h17Atualizada em 12/01/2017 | 11h28

Forças americanas que mataram 33 civis no Afeganistão agiram em "legítima defesa", sustenta Otan

Organização militar afirma que as vítimas estavam no interior dos mesmos edifícios de onde os talibãs disparavam

Forças americanas que mataram 33 civis no Afeganistão agiram em "legítima defesa", sustenta Otan NOOR MOHAMMAD/AFP
Foto: NOOR MOHAMMAD / AFP
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As forças americanas que mataram 33 civis afegãos em novembro de 2016 durante ataques aéreos nas proximidades de Kunduz, no norte do país, agiram em "legítima defesa" contra os talibãs, afirmou a Otan, nesta quinta-feira, referindo-se a uma investigação do exército dos Estados Unidos.

"A investigação mostrou que as forças americanas agiram em legítima defesa, respeitando as leis da guerra e as regras", indicou em um comunicado a missão da Otan no Afeganistão. "Durante a batalha nenhum civil havia sido visto ou identificado", acrescentou a nota.

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A missão "Resolute Support" da Otan, dirigida pelo general americano John Nicholson, é integrada por 8,5 mil militares dos Estados Unidos.

"Os civis mortos ou feridos estavam, sem dúvida, no interior dos edifícios de onde os talibãs disparavam" afirmou o relatório.

Os ataques aéreos registrados no dia 3 de novembro do ano passado deixaram ainda 27 feridos na localidade de Boz, um subúrbio de Kunduz, a grande cidade comercial fronteiriça com o Tadjiquistão.

"As forças aéreas americanas utilizaram a força mínima necessária para neutralizar as ameaças provenientes dos edifícios e para proteger as forças aliadas" afegãs que haviam solicitado sua ajuda, indicou o documento.

A operação "tinha por objetivo capturar os líderes talibãs responsáveis pela ofensiva de outubro contra Kunduz" e foi executada pelas "forças especiais afegãs com um número limitado de conselheiros e efetivos de apoio americanos".

"Ao chegar à localidade, as forças aliadas ficaram sob fogo talibã proveniente de muitos edifícios civis", razão pela qual precisaram pedir apoio aéreo, indicou a Otan.

Os ataques mortíferos ocorreram 14 meses depois dos bombardeios americanos contra o hospital de Kunduz, administrado pela ONG Médicos Sem Fronteiras, que, no dia 3 de outubro de 2015, provocaram a morte de 42 pessoas entre funcionários e pacientes.

 
 

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