Para ministro da Justiça, rebelião em Roraima foi "acerto interno" - Geral - Hora de Santa Catarina

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Questão prisional06/01/2017 | 12h38Atualizada em 06/01/2017 | 13h57

Para ministro da Justiça, rebelião em Roraima foi "acerto interno"

Na madrugada desta sexta-feira, 33 presos foram encontrados mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do Estado de Roraima 

Para ministro da Justiça, rebelião em Roraima foi "acerto interno" Isaac Amorim/MJC/
Foto: Isaac Amorim/MJC
Matheus Schuch/RBS Brasília e Estadão Conteúdo

matheus.schuch@gruporbs.com.br

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta sexta-feira que a rebelião em um presídio de Roraima, que deixou 33 mortos, foi um "acerto interno". Segundo Moraes, as informações repassadas pelo governo do Estado dão conta de que o massacre não se trata de uma guerra entre facções rivais.

— Três dos mortos eram estupradores, os demais eram rivais internos que, segundo informações iniciais, haviam traído os demais. Como falamos popularmente, seria um acerto interno, o que não retira em momento algum a gravidade do fato — disse Moraes.

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O massacre na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do Estado de Roraima, é o segundo da semana em presídios. Entre domingo e segunda-feira, duas rebeliões no Amazonas deixaram 60 mortos. 

— A situação não saiu do controle, mas é outra situação difícil — afirmou o ministro Moraes.

Durante a semana, Moraes havia afirmado que o governo fazia um monitoramento das penitenciárias para tentar evitar novas rebeliões. A Penitenciária Monte Cristo já era motivo de preocupação. Em outubro do ano passado, uma briga entre facções rivais dentro da cadeia terminou com dez presos mortos no local.

Segundo o ministro, após as rebeliões de outubro, houve separação de presos por facções. Por isso, todos os mortos em Roraima pertenceriam ao PCC. As declarações do ministro vão de encontro à avaliação do secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, que disse em entrevista a uma rádio local acreditar que os crimes haviam sim sido cometidos por membros do PCC como vingança pelas 56 mortes ocorridas em Manaus, já que a Família do Norte é ligada ao Comando Vermelho.

Apesar dos dois massacres que ocorreram em menos de uma semana, Moraes, negou que o país esteja vivendo uma onda de rebeliões no sistema prisional. Segundo ele, as trocas de informações com os secretários estaduais de segurança descartam esse risco.

O ministro afirmou que o que está acontecendo no país é o que se chama, no sistema prisional, de "morte oportunista", quando, a partir de uma rebelião, os presos começam a querer agir contra os seus desafetos.

Responsabilidade

Em meio à sequência de massacres, o ministro da Justiça tentou minimizar a responsabilidade do governo federal sobre os episódios e disse que a gestão do sistema prisional cabe aos Estados.

Segundo ele, o controle dos presídios estaduais não cabe ao governo federal e seria "impossível constitucionalmente, legalmente e financeiramente" a União substituir Estados nessa atividade. 

— O governo federal não tem pessoas dentro do sistema penitenciário estadual. O sistema prisional é autonomia do próprio Estado — afirmou.

As declarações do ministro foram dadas durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após a apresentação do Plano Nacional de Segurança elaborado pelo governo.

*com informações do Estadão Conteúdo

 
 
 

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