Policlínica de Forquilhinhas, em São José, deve ser aberta até abril - Geral - Hora de Santa Catarina

Nova promessa12/01/2017 | 11h05Atualizada em 12/01/2017 | 17h44

Policlínica de Forquilhinhas, em São José, deve ser aberta até abril

Prefeitura faz análise de demanda de atendimento para saber quantos funcionários devem atuar na estrutura construída no bairro Forquilhinhas

Policlínica de Forquilhinhas, em São José, deve ser aberta até abril Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

Dona Maria Terezinha de Souza, 67 anos, moradora de Forquilhinhas, São José, acompanhou a construção, a parada, a retomada e ainda espera pela abertura da policlínica do bairro, que está sendo construída na Rua Vereador Manoel Mariano há seis anos. Na placa instalada na frente do futuro complexo de saúde, a data indicada para a entrega da obra seria 30 de agosto de 2016. Cinco meses depois, a Prefeitura da cidade confirma uma nova data: o espaço será aberto para a população até o final de abril 

A estrutura está melhor do que em julho do ano passado, quando a Hora esteve no local. O prédio conta com azulejos, pintura e os tapumes foram retirados. Uma mudança do projeto original, tomada neste mês pela prefeitura, foi a alteração do pronto-atendimento comum para 24 horas. 

A Policlínica de Forquilhinhas terá quatro andares: um para o pronto-atendimento, que será no térreo e que contará com uma base do Samu; centros de referência da Saúde para Mulher e Criança; centro de especialidade odontológica; laboratório municipal; laboratórios para exames de sangue, ultrassom; e consultas com especialidades médicas diversas.

Maria aguarda com ansiedade a abertura do complexo de saúde de São José Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A pensionista Maria disse que será um alívio uma estrutura dessa aberta no bairro. Só o postinho de saúde, acredita, não dá conta da demanda.

— Eu marquei em outubro uma mamografia porque tenho cistos, mas até agora não me chamaram para fazer o exame. Nem para exame de sangue, que é uma coisa mais simples, me chamaram. Acho que a policlínica vai ajudar a diminuir as filas — contou a moradora.

A recepcionista Greicy Faller, 25 anos, moradora de Picadas do Sul, comunidade próxima a Forquilhinhas, contou que já marcaram uma consulta médica para ela na Unidade de Pronto-Atendimento de Campinas, porque em Forquilhinhas o espaço segue fechado. O problema é que Campinas fica longe para os moradores da região.

— Aqui perto seria bem melhor. Os moradores daqui poderiam vir caminhando, porque é numa área central da região, e não precisariam mais pegar ônibus para se consultar ou buscar por uma emergência — observou a recepcionista.

O fiscal Carlos Dias, 50 anos, mora em Forquilhas e também utilizaria o serviço da policlínica. Por enquanto, não tem jeito: encara a fila do postinho de saúde.

— O número de moradores dessa região aumentou demais. Só o posto de saúde e o postinho do Lisboa não dão conta. Precisa abrir logo — torce o morador.

Quase seis anos de espera

A Policlínica começou a ser construída em 2011 e deveria ser entregue em 2012, mas por uma série de problemas no projeto, as obras foram paradas no ano seguinte. A UPA, que seria construída no local, também foi desabilitada pelo Ministério da Saúde por falta de espaço. A obra total estava orçada inicialmente em R$ 5,8 milhões, com recursos do Governo Federal e do Município. 

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

De acordo com o descrito na placa, o valor total está orçado em R$ 8.149.822,36. Segundo o secretário-adjunto da Saúde de São José, Udo Hawerroth, a estrutura foi construída em sua maioria com recursos próprios da prefeitura. Foi assinado um convênio de R$ 1 milhão com o governo do Estado para as obras finais e a compra de alguns equipamentos.

Demora

A abertura da policlínica ainda no ano passado foi afetada pela crise econômica que a cidade e a região vivia e por causa de um problema com uma empresa que venceu a licitação para a instalação dos elevadores do prédio, segundo explicou o secretário-adjunto. 

— A empresa faliu e fomos autorizados pela Justiça para a compra de dois elevadores. E este trâmite, de entrar na Justiça, atrasou consideravelmente — explicou.

Agora, afirma Udo, um grupo técnico realiza um estudo para identificar qual será a demanda de atendimento da policlínica para definir o número de trabalhadores que atuarão no local.

— Todos os servidores que vão atuar no pronto-atendimento serão chamados por um concurso que já foi realizado — afirmou Udo.

Os funcionários dos Centros de Referência e especialidades podem ser transferidos de outros setores, dependendo do que indicar o estudo. 

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