Preço do material escolar varia até 2.395% em Florianópolis - Geral - Hora de Santa Catarina

Pesquisa10/01/2017 | 20h02Atualizada em 10/01/2017 | 20h06

Preço do material escolar varia até 2.395% em Florianópolis

Para economizar, pais dão dicas que vão desde pedir orçamento por e-mail até criar grupos no WhatsApp na busca por promoções. Confira a lista completa de itens e quanto custam em diferentes lojas da Capital

Preço do material escolar varia até 2.395% em Florianópolis Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Luana foi às compras com os filhos depois de muita pesquisa Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

De pouco em pouco, a contadora Luana Ramos Figueiredo Petri, de 38 anos, vai analisando os preços, e quando encontra uma promoção, não perde a oportunidade. É desta forma que ela está adiantando a compra dos materiais escolares dos dois filhos, Isaque, de 9, e Josué, de 8. O grosso, ela deixará mais para o final do mês, quando acredita que possa encontrar algumas promoções, por conta da alta concorrência entre as lojas da Capital.

E em época de crise, a grande dica para o período de compras de material escolar é justamente pesquisar, afirma o secretário de Defesa do Consumidor, responsável pelo Procon de Florianópolis, Tiago Silva. Na pesquisa realizada pelo Procon na sexta-feira e divulgada à Hora nesta terça-feira, foram encontrados produtos com até 2.395% de diferença de uma loja para outra. Foi o caso do lápis preto – justo um dos itens mais importantes da lista.

A borracha, outro produto indispensável, teve diferença de até 1.563% de um comércio para outro. A mais barata custa R$ 0,30. Em outra loja ela pode ser encontrada por R$ 4,99. A caneta também faz parte da lista com diferenças assustadoras: 1.298%.

Claro, as marcas dos produtos não são especificadas na pesquisa do Procon, por isso que os preços são os mais variados. O valor depende de várias coisas, lembra Tiago: marca, qualidade, se o produto tem identidade de algum personagem de filme ou desenho, quantidade disponível na loja. 

A Luana se reuniu com outras mães de amiguinhos da escola de seus filhos para fazer o trabalho de garimpagem.

— Quando uma mãe vê algum produto da lista em promoção, já avisa no grupo que temos no Whatsapp. Aí uma compra para todo mundo, e depois fazemos a divisão — indicou a contadora.

Ela o marido também reservaram uma parte do 13º para fazerem as compras em janeiro. Se possível, eles pretendem aproveitar lojas que ofereçam algum tipo de desconto.

Valores não devem variar

Marcela pede orçamentos por e-mail Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A assistente de gestão de pessoas Marcela Leal, 32, encontrou uma maneira eficiente para evitar o calor da rua, o trânsito e despesas como gasolina e estacionamento. Para as compras de material escolar para seu filho, Gabriel, de 12, ela resolveu mandar a lista por e-mail às papelarias e pedir o orçamento. Também fez análise de preço nas que tinham site. A partir dali encontrou uma diferença de até R$ 100, na compra final, de uma loja para a outra.

— Eu tenho o costume de antecipar as compras para logo no início de janeiro. Não gosto muito da muvuca que ocorre quando está muito perto do início das aulas — explica Marcela.

A dona da papelaria escolhida pela assistente, Lucia Banki, explica que os pais costumam vir mais a partir da segunda quinzena de janeiro fazer as compras do material escolar. Por enquanto, tem muita gente aparecendo para fazer pesquisa.

— Os preços não mudam de dezembro para fevereiro. A comodidade de comprar antes é porque a loja não está tão cheia, então os funcionários conseguem dar uma atenção melhor para cada cliente — complementa Luci.

A tese é confirmada pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Lidomar Bison: os preços não mudam de um mês para o outro. Mas no início do período de compras – agora, no caso – é comum pipocarem algumas promoções específicas de cada loja que ajudam na economia. 

A supervisora de vendas de outra livraria, Rosinete Silva Werle, disse que desde outubro tem gente avaliando os preços dos materiais escolares. A estratégia da loja é apostar em promoções – como o sorteio de dois carros – para atrair a clientela. 

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Dicas para economizar na hora da compra

*Antes de comprar, verifique os materiais do último ano. Muita coisa pode ser reutilizada. 

*Use o primeiro semestre para comprar bens mais duráveis como, mochila, se for necessário.

*Sabe de alguém que está doando livros didáticos? Aproveite o troca-troca. E oriente seu filho a cuidar bem do material, para que no próximo ano ele também consiga repassar.

*Coloque todas as suas contas no papel. Não só a do material escolar, mas suas contas de casa. Saiba exatamente o valor que você pode gastar.

*Não leve seu filho para fazer as compras do material escolar. A criança pode querer coisas com marca, de personagens, e encarecer a compra final.

*Ao antecipar as compras, é possível encontrar mais variedades de materiais nas lojas. 

*Aproveite facilidades como descontos para quem compra à vista.

*Faça pesquisas, mas faça com consciência. Coloque no papel os valores extras que você pode ter, enquanto for fazer pesquisas em várias lojas. Conte o estacionamento que você poderá pagar, gasolina, e até possíveis lanchinhos na rua. Muitas vezes você economiza até R$ 10 num caderno, mas gasta R$ 15 no estacionamento. 

*Se reunir e combinar com outros pais e comprar em atacado também podem ser uma opção. Ou se alguém achar uma promoção, comprar para todo mundo e rachar depois. 

*Muitas vezes, as próprias empresas e fornecedores oferecem pacotes com combos como: lápis, borracha e apontador, ou dois lápis pretos grátis numa caixa de lápis de cor. Faça as contas e veja se vale a pena. 

*É bom ter noção de qualidade e durabilidade das marcas. Comprar em locais confiáveis, exigir e guardar a nota fiscal.

Fonte: CDL de Florianópolis, Procon de Florianópolis e mães. 

Como reclamar no Procon

Deu ruim? Algum problema com o material que comprou? Saiba o que é preciso para reivindicar o direito.

1. Tenha em mãos o nome, endereço, e se possível o CNPJ e telefone do fornecedor;

2. Motivo da reclamação, citando as condições em que adquiriu o produto ou solicitou a prestação de serviço;

3. Saiba qual a solução que você deseja;

4. Cópias dos documentos referentes à reclamação;

5. Cópias do RG, CPF e comprovante de residência do consumidor.

Confira a pesquisa completa:

Foto: Reprodução / Divulgação


 
 

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