Protesto contra aumento no valor das passagens de ônibus termina com "catracaço" em Florianópolis - Geral - Hora de Santa Catarina

Transporte público09/01/2017 | 20h17Atualizada em 10/01/2017 | 08h07

Protesto contra aumento no valor das passagens de ônibus termina com "catracaço" em Florianópolis

Ato, que começou por volta das 18h, durou cerca de duas horas

Protesto contra aumento no valor das passagens de ônibus termina com "catracaço" em Florianópolis Larissa Neumann/Agência RBS
Foto: Larissa Neumann / Agência RBS

Apesar do calor que ainda fazia às 18h, um grupo de aproximadamente 40 pessoas já estava reunido em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen), onde ocorreu o primeiro protesto do ano contra o aumento no valor das passagens de ônibus em Florianópolis. Desde domingo, os usuários do transporte coletivo na Capital que usam o cartão passaram a desembolsar R$ 3,71 pela viagem e, quem paga no dinheiro, R$ 3,90 _ antes as passagens custavam R$ 3,34 e R$ 3,50, respectivamente. No entanto, foi nesta segunda-feira, primeiro dia útil do reajuste, que a população de fato sentiu a mudança, que gerou descontentamento. O reajuste já havia sido protocolado no fim de dezembro.

Organizado pelo Movimento Passe Livre por meio de um evento no Facebook, o manifesto tinha 677 confirmações de presença. Até as 21h30min desta segunda-feira a Polícia Militar ainda não havia informado qual a estimativa de público. Já a organização não soube precisar quantas pessoas participaram do ato ao término do evento, por volta das 20h e, por telefone, até as 21h30, os organizadores não foram localizados. 

Com faixas e munidos de instrumentos musicais, o grupo cantou músicas e gritou palavras de ordem não só em desfavor do aumento da passagem de ônibus, mas também contra a Polícia Militar.

— A gente está se mobilizando desde o ano passado, mas puxamos o ato hoje, junto com o Movimento Passe Livre de Blumenau. Não temos mais nenhuma atividade marcada para a semana. Mas vamos fazer uma reunião aberta para construir coletivamente os próximos atos — explicou Larissa Livramento, do Movimento Passe Livre de Florianópolis.

Por volta das 19h, após uma hora de concentração, os manifestantes deram início a uma caminhada pela Avenida Paulo Fontes, que teve o trânsito bloqueado nos dois sentidos enquanto os manifestantes caminhavam. Após passar em frente aos camelôs, o grupo seguiu em direção ao interior do Ticen, onde bloquearam o acesso às catracas da plataforma B e promoveram o chamado "catracaço", que é quando os passageiros podem entrar no terminal sem pagar a passagem. 

O ato durou cerca de 15 minutos até se interrompido por agentes da Polícia Militar, que dispersaram os manifestantes fazendo o uso de spray de pimenta e liberando as catracas para uso mediante o pagamento.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

— Milito pela questão da reforma urbana, e portanto a mobilidade e o transporte coletivo são fundamentais para garantir o direito á cidade. Por isso, estou na rua com a juventude fazendo esse debate com a população. O transporte coletivo é direito da sociedade e dever do Estado, assim como educação e saúde — afirma o arquiteto urbanista Si Ribeiro, de 59 anos.


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