Pressa de Gean Loureiro em aprovar pacotão em Florianópolis tem prós e contras, dizem especialistas - Geral - Hora de Santa Catarina

Impasse15/02/2017 | 18h39Atualizada em 15/02/2017 | 18h39

Pressa de Gean Loureiro em aprovar pacotão em Florianópolis tem prós e contras, dizem especialistas

Projetos que afetam os benefícios do funcionalismo ocasionaram greve dos servidores municipais, que estão há um mês parados

O fim do impasse que terminaria com a greve dos servidores públicos de Florianópolis passa pela revogação da lei que extinguiu o plano de carreira dos servidores municipais. Os funcionários públicos estão parados há quase um mês e não abrem mão desta condição. A mobilização começou a partir da decisão do prefeito Gean Loureiro (PMDB) de enviar um pacotão de medidas ao Legislativo logo nos primeiros dias de mandato.

A medida, que segundo a prefeitura tem como objetivo conter gastos, não encontra consenso entre os cientistas políticas ouvidos pela reportagem do Diário Catarinense. Enquanto Fernando Fernandez, da Univali, acredita que houve acerto por parte do Executivo, o colega Eduardo Guerini, também da Univali crê que o ônus da crise está caindo nos ombros das pessoas erradas.

Para Fernandez, o prefeito tomou medidas necessárias diante da situação financeira caótica da Capital. Do ponto de vista político, ele afirma que também não houve equívoco, já que o prefeito tem tempo para recuperar a popularidade momentaneamente arranhada em função da paralisação dos serviços.

— Os remédios amargos têm que ser ministrados logo de cara e todos juntos. Nesse sentido , o Gean agiu corretamente. Tomou a única atitude que podia tomar diante das circunstancias. O funcionalismo público tem privilégios que a maioria da população não tem. Isso não é conquista social — afirma.

A opinião de Guerini é oposta. Segundo ele, os funcionários públicos estão pagando uma conta da qual não são responsáveis. Os principais culpados seriam o ex-prefeito Cesar Souza Júnior (PSD), que teria infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal, e os governos estaduais e federais, que não fizeram os repasses devidos, em especial para a área da saúde, deixando a prefeitura com as contas no vermelho.

— Ao adotar esse pacote, o prefeito dá uma demonstração cabal de amadorismo político. É uma medida apressada, que está gerando um caos, e não tem efeito imediato nenhum. Os servidores não podem ser responsabilizados por algo que foi causado pela gestão anterior. 

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