Upiara Boschi: Gean Loureiro pede conselhos a prefeito de Joinville para enfrentar greve na Capital - Geral - Hora de Santa Catarina

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Coluna digital16/02/2017 | 06h01Atualizada em 16/02/2017 | 06h01

Upiara Boschi: Gean Loureiro pede conselhos a prefeito de Joinville para enfrentar greve na Capital

Eram 7 horas da manhã de segunda-feira quando tocou o telefone do prefeito joinvilense Udo Döhler (PMDB). Do outro lado da linha estava Gean Loureiro (PMDB), o prefeito da Capital, em busca de conselhos sobre como lidar com a greve dos servidores públicos municipais - que completa um mês nesta quarta-feira.

Colegas de partido, Udo e Gean mantém uma relação cordial, mas não próxima. O telefonema na manhã de segunda-feira mostra que o prefeito de Florianópolis, que ainda não completou seu segundo mês de mandato, procura interlocutores mais experientes para traçar suas estratégias de enfrentamento ao movimento grevista. Outro nome com quem Gean tem conversado frequentemente sobre esta crise com os servidores é o do vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Na intrincada geografia interna do PMDB catarinense, o prefeito e o vice-governador fazem parte do mesmo grupo.

De Udo e de Pinho Moreira, Gean ouviu conselhos semelhantes. Deve encarar os grevistas. Ceder agora e revogar a lei que revogou o plano de carreira da categoria faria do peemedebista refém de outros movimentos. É corrente nos bastidores a percepção de que a gestão do ex-prefeito Cesar Souza Junior (PSD) começou a se perder ao não saber reagir à pressão dos servidores. Teria cedido demais e tornado a prefeitura inadministrável.

Em seu primeiro mandato em Joinville, Udo enfrentou três greves de servidores públicos. Gean quis saber como ele tratou os movimentos e, especialmente, como deu fim a eles. Ouviu do peemedebista joinvilense que seu principal instrumento foi o corte do ponto. Na primeira greve, descontou metade dos dias parados e abonou o resto. Na segunda, em vez de abonar, exigiu compensação de metade dos dias parados. Na terceira vez, descontou todos os dias, exceto os de assembleia. Esta é a regra para futuras greves. Pelos conselhos que recebeu, é provável que Gean mantenha a posição de enfrentar o movimento.

Ao usar a condição de prefeito recém-eleito e o conhecimento que têm das entranhas da Câmara de Vereadores para aprovar ainda em janeiro um pacotão de projetos envolvendo corte de gastos, medidas para incrementar a arrecadação e mudanças nos benefícios dos servidores, Gean mostrou força política. Agora, enfrenta a reação de quem se sentiu prejudicado. A forma como tudo foi conduzido torna o gesto de ceder uma derrota que pode fragilizar permanentemente quem o fizer. O resultado deste impasse é imprevisível. 

 

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