Chanceler alemã pede que Turquia mantenha a "cabeça fria" - Geral - Hora de Santa Catarina

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Diplomacia06/03/2017 | 09h29Atualizada em 06/03/2017 | 09h31

Chanceler alemã pede que Turquia mantenha a "cabeça fria"

Presidente turco Recep Erdogan acusou Alemanha de "práticas nazistas" após a proibição de comícios programados pela comunidade turca no país

Chanceler alemã pede que Turquia mantenha a "cabeça fria" ODD ANDERSEN/AFP
Foto: ODD ANDERSEN / AFP
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A chanceler alemã Angela Merkel pediu que todos mantenham a "cabeça fria" na atual crise diplomática entre Alemanha e Turquia depois que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan acusou Berlim de "práticas nazistas".

— Sejamos críticos quando necessário, mas não percamos de vista o significado de nossa associação, de nossa relação estreita. Vamos manter a cabeça fria — declarou o porta-voz de Merkel, Seffen Seibert.

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— Rejeitamos a comparação da política da Alemanha democrática à do nacional-socialismo. De forma geral, as comparações com o nazismo são sempre absurdas e fora de lugar, pois consistem em minimizar os crimes contra a Humanidade do nacional-socialismo — acrescentou Seibert.

Mais cedo, as declarações do presidente Erdogan após a proibição de vários eventos de apoio ao governo turco em território alemão fora tachadas de "absolutamente inaceitáveis", segundo Peter Altmeier, chefe da Chancelaria Federal da Alemanha.

— O governo vai deixar isto muito claro a Turquia — disse Altmeier, ministro alemão de Assuntos Especiais, principal colaborador da chanceler Angela Merkel, ao canal público ARD. — Não há nenhuma razão para permitir que sejamos censurados por isto — completou.

No domingo, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan acusou a Alemanha de "práticas nazistas" após a proibição de vários comícios programados pela comunidade turca para apoiar o "Sim" no referendo constitucional que a Turquia celebra em 16 de abril e que pretende fortalecer o poder presidencial.

— Suas práticas não são diferentes das dos nazistas — declarou Erdogan em um comício em Istambul a favor do referendo sobre a ampliação de seus poderes. — Acreditava que a Alemanha havia renunciado há tempos (a essas práticas). Nós nos enganamos — afirmou.

 
 
 

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