Situação da UTI neonatal do Hospital Regional de São José preocupa famílias - Geral - Hora de Santa Catarina

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Crise na saúde06/03/2017 | 16h13Atualizada em 06/03/2017 | 16h13

Situação da UTI neonatal do Hospital Regional de São José preocupa famílias

Nesta segunda-feira, 13 bebês deveriam estar na UTI neonatal, mas só há vagas para dez. Faltam profissionais para atender as crianças

Situação da UTI neonatal do Hospital Regional de São José preocupa famílias Reprodução/RBS TV
Foto: Reprodução / RBS TV

A superlotação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Regional de São José tem preocupado familiares dos bebês internados. Nesta segunda-feira, a reportagem do Jornal do Almoço esteve no local e conferiu a situação. A reportagem é de Mayara Vieira.

O filho da Maria Cristina de Lima nasceu prematuro e está há dois meses está internado na UTI.  

— Tem muitas mães apavoradas porque tem medo de uma hora estarem atendendo seu filho, surgir uma emergência com outro e não terem como acudir. Porque não falta espaço, faltam profissionais — conta a mãe.

Os funcionários confirmam que a situação é grave há pelo menos três meses. Nesta segunda-feira, 13 bebês deveriam estar na UTI neonatal, mas só há vagas para dez. Por isso, um está no leito de isolamento e outros dois na sala de cuidados intermediários, sem o devido monitoramento dos sinais vitais.

Enquanto isso, uma sala que funciona como depósito de equipamentos poderia oferecer mais dez leitos. Só que ela não é usada como internação há 14 anos, desde que a UTI neonatal foi inaugurada, porque falta pessoal.

Hoje, a UTI trabalha com duas enfermeiras a menos. Na sala de cuidados intermediários, só duas enfermeiras por turno dão conta de dez bebês. As mães reconhecem que os profissionais estão sobrecarregados. Nestas condições, uma funcionária disse que as infecções nos bebês aumentaram em 50%.

Na manhã desta segunda-feira, três gestantes de alto risco esperavam para fazer o parto. Um dos bebês já poderia ter nascido se houvesse vaga na UTI. Ela vai ter que esperar até o limite. Se o bebê nascer e não houver vaga, ele vai ter que aguardar no centro obstétrico.

A Secretaria de Estado da Saúde confirma a superlotação, mas garante que todos os pacientes estão sendo atendidos. Não há previsão de abertura de concurso para contratação de novos profissionais.

 

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