Empreendedores de Palhoça ganham incentivo e capacitação em iniciativa inédita no país - Geral - Hora de Santa Catarina

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Espaço do Trabalhador22/06/2017 | 08h51Atualizada em 22/06/2017 | 08h51

Empreendedores de Palhoça ganham incentivo e capacitação em iniciativa inédita no país

Projeto Salto é uma parceria desenvolvida entre a prefeitura, Sebrae e uma aceleradora de negócios

Empreendedores de Palhoça ganham incentivo e capacitação em iniciativa inédita no país Marco Favero/Agencia RBS
Vânia e Maria Bernadete farão parte do projeto Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Uma ideia embalada por dois anos, durante o período em que estudavam Turismo na Faculdade Municipal de Palhoça, se tornou o mais recente sonho de Maria Bernadete Pereira, 43 anos, e de Vânia do Nascimento Scherer, 38. Elas querem fazer com que seu site, o The Best Destiny – Roteiros Turísticos, sobre turismo em Palhoça, seja referência e que, no futuro, banque também suas contas. Mas ainda há dúvidas de como monetizar e em quais segmentos apostar nessa empreitada. A sorte é que elas vão receber um bom empurrãozinho. As duas fazem parte do projeto Salto, uma iniciativa inédita no país que está sendo desenvolvida em Palhoça para instruir e garantir a "vida" dos microempreendedores individuais da cidade.  

O Salto já está entrando em sua segunda etapa. É uma parceria desenvolvida entre a prefeitura, Sebrae e a empresa Impact Hub, uma aceleradora de negócios que atua em várias partes do planeta, mas possui uma sede na Pedra Branca, em Palhoça.

— Nós começamos a avaliar os números na cidade. No ano passado, foram criadas cerca de 1,5 mil empresas, sendo que a maioria eram MEIs (Microempreendedores individuais), micro e pequenas empresas. No ano anterior, foi o mesmo número. Em três anos, teríamos quase 5 mil empresas na cidade. Parecíamos a cidade mais empreendedora do país. Vimos que precisávamos garantir a vida e prosperidade desses negócios para o bem da economia — explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fett.

Através de uma avaliação nacional, explicou ainda Fett, constatou-se que a média brasileira é de que até 55% das MEIs, micro e pequenas empresas acabam fechando em três anos.

— Cerca ainda de 60% desses empreendedores empreendem por necessidade. Ou seja, por conta da crise, do desemprego, investem a última reserva de seu dinheiro em um negócio. E se não for feito algo, em três anos teremos mais desempregados ou empresários falidos. De posse desses números, buscamos na nossa própria cidade as ferramentas necessárias para ajudar os empreendedores individuais — continuou o secretário.

Daí nasceu a parceria com o Sebrae, a Impact Hub e agora, com o Banco do Empreendedor, que vai garantir créditos a juro zero aos participantes do projeto Salto, caso optarem em investir no negócio. A ideia é usar modernas ferramentas de gestão para diminuir a mortalidade das MEIs.

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Tirei o CNPJ. E agora?

— O Salto pretende ser uma aceleradora de negócios voltados ao microempreendedores individuais, baseada em uma metodologia de vanguarda, de autoconhecimento e capacitação. A ideia é orientar, dar consultoria, para que as MEIs cresçam de forma saudável. Muitas vezes as pessoas caem no senso comum: pronto, tirei o CNPJ. Mas e agora? — observou a coordenadora regional do Sebrae/SC da Grande Florianópolis, Soraya Tonelli.

— O objetivo é instruir o microempreendedor, ajudar a ele definir qual é o seu negócio, seu plano de negócio, ou como alterar o rumo de sua empresa, qual o caminho que ele deve seguir e como rentabilizar suas ações, isso tudo através de oficinas, palestras e consultorias pessoais — complementou ainda o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Após o período de orientação, que ocorrerá em sua maioria no espaço da Impact Hub, na Pedra Branca, Soraya Tonelli ainda lembra que o Sebrae possui uma série de consultorias e workshops para microempreendedores que queiram se manter capacitados e informados em toda sua trajetória profissional. É só procurar uma das unidades espalhadas pelo Estado.

Como vai funcionar

A primeira etapa do Salto, que eram as inscrições, acabou nesta semana. No total, 100 microempreendedores ou futuros empreendedores — como é o caso de Maria Bernadete e de Vânia — se inscreveram. Para isso, o projeto realizou os chamados Saltinhos. A equipe montou uma frente de ação para apresentar a iniciativa em bairros como a Ponte do Imaruim, Aririú e Pedra Branca.

Já na etapa do chamado Segundo Salto, que começará agora, os microempreendedores participarão de um programa intensivo com workshops e mentorias focadas em negócios. O Terceiro Salto iniciará em agosto. Com a ajuda de mentores pessoais, cada MEI vai botar a mão na massa e implementar as estratégias de crescimento.

— Nós estamos muito ansiosas para começar. Cada dia notamos que precisamos de instruções e ver, de fato, se nosso projeto tem viabilidade — explicou Maria Bernadete.

As duas acreditam que as consultorias especializadas trarão a luz que elas precisam para colocar em prática não só o site focado totalmente no turismo de Palhoça nos 365 dias do ano, mas como alinhar conteúdo com o oferecimento de serviços como roteiros turísticos desenvolvidos por elas.

— Nós lançamos o site em 1º de janeiro deste ano, porque ficamos com medo que alguém tivesse a mesma ideia. Mas agora queremos, em seguida, cada uma abrir uma MEI, para quem sabe, no futuro, saber comercializar os espaços do site, trabalhar com as redes sociais, com guias de turismo, e ampliar o negócio — espera Vânia.

Como faz?

Não ficou sabendo do Salto e ficou interessado em participar? Então fica tranquilo que ano que vem vai ter mais. A expectativa é que em janeiro já abram novas inscrições. Você pode ter ou não uma MEI para participar. Pode ter também uma empresa, e buscar consultoria para mudar de ramo, por exemplo. Fica ligado então no site do projeto, para acompanhar todos os passos. Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail info@saltoaceleradora.com ou pelo telefone/Whatsapp (48) 99804-0415.  

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