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Meio Ambiente13/09/2017 | 07h48Atualizada em 13/09/2017 | 07h48

Atingido por ciclone em 2016, centro de reciclagem na Guarda do Embaú ainda tenta reconstruir galpão

Pró-Crep, associação que recicla mais de 30 toneladas de resíduos por mês, precisa de ajuda

Atingido por ciclone em 2016, centro de reciclagem na Guarda do Embaú ainda tenta reconstruir galpão Betina Humeres/Diário Catarinense
Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

O ciclone subtropical que atingiu a Grande Florianópolis e a região Sul de Santa Catarina em dezembro de 2016 causou estragos, também, na Associação Pró-Crep — Criar, Reciclar, Educar e Preservar —, que trabalha com a reciclagem de resíduos na Guarda do Embaú, Enseada de Brito e na Praia da Pinheira, no município de Palhoça. Quase um ano depois, a associação luta para angariar fundos e recuperar a estrutura danificada, a fim de reestabelecer a normalidade do serviço.

Criada em 1992 após iniciativa de uma professora da rede fundamental de ensino da cidade, Hélia Alice dos Santos, a Pró-Crep conseguiu seu galpão de triagem, empacotamento, armazenamento e distribuição em 1999. De lá para cá, a iniciativa cresceu e, hoje, recicla, em média, 37 toneladas por mês.

— Isso gera uma economia média de R$ 8.400,00 por mês para a prefeitura, porque ela deixa de pagar o transporte e o aterro sanitário que receberia esses resíduos — afirma Hélia. 

Acontece que boa parte da estrutura da Pró-Crep foi severamente danificada pelo ciclone subtropical que atingiu o Estado no fim do ano passado. O telhado do galpão está sem telhas, as treliças de sustentação e os exaustores foram danificadas com o vento, e a sala de armazenamento do material que chega para a triagem desabou. Além da aquisição dos materiais, há, ainda, o valor da mão de obra.

— Toda essa recuperação tem um custo muito alto, em torno de R$ 63 mil. Fizemos algumas ações, amigos ajudaram, e conseguimos juntar R$ 21 mil, mas ainda estamos distantes de suprir todas as necessidades — comenta Hélia.

Por ser uma iniciativa da sociedade civil, a prefeitura de Palhoça não pode ajudar diretamente a Pró-Crep para a reconstrução das estruturas danificadas. Assim, resta à associação de reciclagem contar com a ajuda de amigos e defensores da chamada sustentabilidade ambiental.

— Para o valor restante, estamos conversando com amigos da Pró-Crep e pensando em mais algumas ações, como festivais culturais e ações de educação ambiental. Queremos que as pessoas consigam visualizar o problema que estamos enfrentando e se sensibilizar mais — afirma Hélia.

 PINHEIRA, SC, BRASIL, 06/09/2017 - Pro Crep aguarda concerto do telhado, danificado com os ventos do final do ano passadoLocal: FlorianópolisIndexador: Betina HumeresFonte: Diário Catarinense
Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

Guarda-sol quebra o galho

Cerca de 30 pessoas tiram sua renda mensal do trabalho na Pró-Crep — em média, um salário mínimo —, como é o caso de Helena dos Santos Bernanrdo, de 57 anos. Voluntária do projeto há 18 anos, Helena conta que, para se proteger da chuva ou do sol intenso, foi preciso improvisar a instalação de guarda-sóis próximos à esteira de triagem.

— A falta de telhas atrapalha muito nosso trabalho, principalmente quando chove. Mas é chuva e sol na cabeça. Quando dá, a gente fica embaixo do guarda-sol.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas desde o vendaval do ano passado, a simpática Helena não pensa em procurar outro local de trabalho.

— Se eu não gostasse daqui, não trabalhava. Na verdade, é bem legal, a turma é boa. Além disso, ajudamos a preservar o meio ambiente - afirma Helena.

 PINHEIRA, SC, BRASIL, 06/09/2017 - Pro Crep aguarda concerto do telhado, danificado com os ventos do final do ano passadoFoto: Helena dos Santos BernardoLocal: FlorianópolisIndexador: Betina HumeresFonte: Diário Catarinense
Helena trabalha na Pró-Crep há 18 anosFoto: Betina Humeres / Diário Catarinense

Trabalho para dependentes químicos em tratamento

A Pró-Crep não só faz a reciclagem de resíduos produzidos na Guarda do Embaú e na Praia da Pinheira, como também cria postos de trabalho para dependentes químicos em tratamento. Em parceria com o Instituto Caminho do Peregrino, sediado na Praia da Pinheira, o centro de reciclagem acolhe batalhadores como Itamar Manoel Martins, de 30 anos.

— É muito bom trabalhar aqui, ajuda a ocupar a mente e seguir com o tratamento. Já consegui ficar um ano e meio limpo, mas tive uma recaída e decidi ir para o instituto. Aí, encontrei o trabalho aqui — conta Itamar, que luta contra a dependência de crack.

A parceria entre a Pró-Crep e o Instituto Caminho do Peregrino é uma via de duas mãos. Enquanto o centro de reciclagem recebe a força de trabalho, o instituto fica com uma parte do salário para custear o tratamento dos internos.

— A renda proveniente das vendas dos materiais é o que custeia o tratamento deles no instituto. Eles vêm de segunda a sexta-feira trabalhar no centro de triagem, procurando esse espeaço para complementar o tratamento — comenta Hélia.

 PINHEIRA, SC, BRASIL, 06/09/2017 - Pro Crep aguarda concerto do telhado, danificado com os ventos do final do ano passadoLocal: FlorianópolisIndexador: Betina HumeresFonte: Diário Catarinense
Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

Caso queira ajudar com a reconstrução do galpão da Pró-Crep, é possível entrar em contato pela página do Facebook

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