Doenças reumáticas atingem 22,9% dos catarinenses entre 65 e 74 anos - Geral - Hora de Santa Catarina

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Saúde14/09/2017 | 08h18Atualizada em 14/09/2017 | 08h18

Doenças reumáticas atingem 22,9% dos catarinenses entre 65 e 74 anos

Congresso em Florianópolis reúne mais de 2 mil especialistas do Brasil e do exterior para discutir o tema

Doenças reumáticas atingem 22,9% dos catarinenses entre 65 e 74 anos Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Quem nunca ouviu a mãe recomendando um bom copo de leite para evitar a tal osteoporose? A atitude é mais do que indicada, segundo a médica especialista em reumatologia Giovana Gomes Ribeiro. A doença afeta mais de 10 milhões de brasileiros, de acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), sendo considerada uma epidemia silenciosa. A prevenção à doença e as novidades para o tratamento estão entre os temas discutidos até sábado no 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia, que ocorre em Florianópolis. 

O evento é o maior do Brasil e um dos maiores do mundo quando o assunto são doenças que acometem as articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos. Conforme Giovana, que também é uma das organizadoras do congresso, existem três formas básicas para prevenir a osteoporose: exposição ao sol nos horários adequados, exercícios físicos e consumo de alimentos ricos em cálcio, de preferência laticínios:

– O ideal é consumir leite, queijo e iogurte. Caso a pessoa tenha intolerância à lactose, pode ingerir outros alimentos: cereais, como chia ou linhaça, e vegetais verde escuro. O brócolis sempre é citado como um bom substituto, mas é importante ressaltar que o processo de cozimento faz com que muitos nutrientes se percam. Seria necessário comer 30 colheres de brócolis cru para ter o cálcio equivalente a um copo de leite.

Mais de 120 doenças reumatológicas já foram catalogadas no mundo, as principais são: artrite reumatoide, osteoporose, lúpus, fibromialgia, vasculites, esclerose sistêmica e espondiloartrites. No Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com alguma dessas patologias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Santa Catarina é o segundo Estado do Brasil com maior proporção de pessoas com diagnósticos, atrás de Rondônia.

Geralmente, os mais afetados estão na terceira idade. No Estado, 22,9% das pessoas entre 65 a 74 anos têm algum diagnóstico de doenças reumáticas, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013. Ao todo, estima-se que 8,3% da população catarinense seja afetada.

O congresso espera reunir cerca de 2,1 mil médicos especializados no assunto, além de 500 pacientes e familiares, que participam de curso para entender mais sobre as doenças:

—É fundamental que o paciente amplie os conhecimentos sobre a doença. É uma grande dificuldade ter adesão do paciente e da família, é preciso que eles tenham conhecimento dos sintomas e compreendam a importância do tratamento. Com informação, por exemplo, é possível diferenciar o que é uma gripe e o que é um efeito adverso ao medicamento, assim a gente ganha um parceiro no tratamento — explica a médica. 

Novas diretrizes no tratamento de artrite reumatoide

Dentro da programação do congresso que será realizado até sábado em Florianópolis, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) pretende anunciar novas diretrizes para tratamento de artrite reumatoide, uma doença autoimune, crônica, inflamatória que acomete cerca de 1% da população, podendo levar à incapacidade física. As recomendações atualizadas para o tratamento e controle da doença são consequência do trabalho realizado por um grupo de especialistas, com revisão de literatura científica, análise de estudos clínicos, e painel de debates entre os membros da SBR.

As novas diretrizes devem incluir terapias indicadas para diferentes perfis de pacientes e conforme a gravidade e o avanço da doença. Também devem atualizar as opções disponíveis, com base nas descobertas mais recentes. Um dos principais obstáculos para o paciente de artrite reumatoide é o diagnóstico tardio, que pode chegar a mais de 30 anos entre o surgimento dos primeiros sinais e o início do tratamento adequado.

Opção terapêutica está a caminho

Especialistas brasileiros projetam que, em breve, quem sofre de artrite reumatoide poderá ter uma nova opção terapêutica, mais moderna, eficaz e com melhor resposta para a incapacitação articular, aumentando a chance de o indivíduo retomar as atividades normais do dia a dia. A nova opção evitará, por exemplo, a dor e rigidez matinal, que afeta muito a rotina do paciente.

–Todos os temas foram planejados para que as principais doenças sejam abordadas profundamente pelos maiores pesquisadores do mundo. Teremos 20 profissionais do exterior, os maiores em cada área, além de importantes médicos brasileiros. O Brasil é muito reconhecido pelo atendimento assistencial e temos muitas publicações clínicas respeitadas por conta do nosso alto número de pacientes – explica Giovana. 


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