Preço médio do litro da gasolina em Santa Catarina é o mais caro desde fevereiro e a tendência é de alta - Geral - Hora de Santa Catarina

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Combustível06/09/2017 | 21h01Atualizada em 25/09/2017 | 20h41

Preço médio do litro da gasolina em Santa Catarina é o mais caro desde fevereiro e a tendência é de alta

Sindicato dos postos de combustíveis da Grande Florianópolis estima valor acima de R$ 4 até o fim do mês devido aos reajustes da Petrobras

Cristian Edel Weiss
Cristian Edel Weiss

cristian.weiss@diario.com.br

O preço médio do litro da gasolina em Santa Catarina é de R$ 3,679, o mais alto desde 26 de fevereiro deste ano. O dado é da pesquisa semanal divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que analisou entre 27 de agosto e 2 de setembro 121 postos de combustíveis pelo Estado.

Na primeira semana de setembro do ano passado, o preço médio estava em R$ 3,528. Desde então, começou uma escalada semanal até chegar ao pico de R$ 3,717 em 29 de janeiro (veja a trajetória no gráfico abaixo).

Em seguida, o comportamento foi de praticamente queda livre até a semana de 16 de julho, R$ 3,285. Era o menor preço médio praticado em Santa Catarina pelos postos desde 27 de setembro de 2015.

Mas apenas entre as semanas de 16 a 23 de julho, a média cresceu 10,4%, retomando o patamar de alta em Santa Catarina.

Em Florianópolis, a última pesquisa da ANP apontou um preço médio de R$ 3,701 para 26 postos analisados. Os valores variam de R$ 3,499 a R$ 3,899. Ainda assim, a cidade tem a 10ª gasolina mais barata do país entre as capitais e o mais baixo da Região Sul. O valor também está abaixo da média do Brasil, que ficou em R$ 3,778.

Desde janeiro, a média mais baixa para a Capital catarinense foi de R$ 3,383, registrada também na semana de 16 de julho.

Diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis, Joel Fernandes argumenta que a política de sucessivas alterações no preço dos combustíveis adotada pela Petrobras nos últimos dois meses tem impactado diretamente nas bombas, o que explica a escalada de preços a partir da última semana de julho, quando o governo federal também decretou aumento de PIS e Cofins.

Segundo Fernandes, apenas nos primeiros cinco dias de setembro, a Petrobras anunciou três reajustes de preços para as refinarias (cada reajuste leva até 15 dias para impactar as bombas). Nesta quarta, novo anúncio foi feito, desta vez com redução de 3,8% na gasolina e alta para o diesel, válidos a partir desta quinta. Além disso, o governo do Estado também atualizou a base de cálculo do ICMS, que na prática impacta em pelo menos R$ 0,01 o preço nas bombas. Como esse imposto tem a base revista quinzenalmente, nova alta pode ocorrer a partir do próximo dia 16.

– O grande problema nesse sistema é para o posto revendedor. Ele não tem condições de fazer esses reparos diários. O que acontece, ele opera por um período em um preço e depois ele percebe que vai começar a perder dinheiro e começa a reajustar. Depende muito do percentual de aumento. Às vezes a Petrobras aumenta 1%, estamos falando aí de um centavo e meio que o revendedor não repassa [ao cliente]. Às vezes ela aumenta 4%, aí estamos falando de R$ 0,04, e o revendedor também não repassa. Nisso ele vai acumulando prejuízo com o negócio. E num certo momento tem que recuperar o prejuízo. E aí acaba repassando. Então pode demorar um dia, uma semana ou 15 dias – argumenta Fernandes.

Preço médio do litro deve ultrapassar R$ 4 na Grande Florianópolis

Como resultado, Fernandes estima que até o fim do mês o preço médio do litro da gasolina supere a faixa de R$ 4. Nesta semana, há postos de Florianópolis que atualizaram a tabela para cobrar R$ 3,99.

Entre as 10 cidades catarinenses pesquisadas pela ANP na primeira semana de setembro (de 27 de agosto a 2 de setembro), Brusque tem o menor preço médio praticado pelos postos de combustíveis, com R$ 3,518.

É de Brusque também o valor mais baixo entre os 121 estabelecimentos pesquisados em todo o Estado, de R$ 3,39. Na outra ponta, em compensação, Chapecó tem a média mais alta (R$ 3,826) e Videira tem o estabelecimento com o preço mais caro entre os pesquisados em SC, de R$ 3,999.

GNV volta a ser alternativa mais econômica

Com os sucessivos reajustes da Petrobrás, o único tipo de combustível com preço estável em Santa Catarina é o gás natural veicular (GNV). Com o preço médio de R$ 1,946 o metro cúbico, tem ficado abaixo de R$ 2 desde a semana de 5 de fevereiro.

O óleo diesel desde final de julho ultrapassou o patamar de R$ 3 o litro. Já o etanol tem oscilado de acordo com o preço médio da gasolina.

Entenda os sucessivos aumentos:

06-09-17: Petrobras reduz gasolina em 3,8% e eleva diesel em 0,7% na quinta

04-09-17: Com novo reajuste da Petrobras, gasolina sobe 3,3% nas refinarias

14-08-17: Petrobras reduz preço da gasolina em 1,4% e eleva diesel em 0,7%

29-08-17: Petrobras reduzirá preço da gasolina e aumentará valor do diesel

03-08-17: Petrobras aumentará preço da gasolina e do diesel na sexta-feira

21-07-17: Reajuste da gasolina atinge postos da Grande Florianópolis

20-07-17: Governo aumenta alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis

 

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