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Mar del Plata24/11/2017 | 21h37

Presidente argentino cobra investigação séria sobre submarino desaparecido

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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu nesta sexta-feira "uma investigação séria e profunda" para esclarecer as causas da tragédia envolvendo o submarino ARA San Juan, desaparecido há 10 dias no Atlântico Sul com 44 tripulantes.

"Vamos continuar com as buscas, especialmente agora que temos o apoio total da comunidade internacional e os avanços tecnológicos. Isso exigirá uma investigação séria, profunda, que dê certeza do que aconteceu", disse ele em uma breve mensagem na sede da Armada (Marinha).

O ARA San Juan se comunicou pela última vez em 15 de novembro, quando navegava em direção a sua base no porto de Mar del Plata, 400 km ao sul de Buenos Aires.

"A investigação significa entender como um submarino que passou por uma reforma de meia-vida (entre 2008 e 2014) e estava em perfeitas condições para navegar aparentemente sofreu essa explosão", afirmou o presidente.

Uma organização antinuclear detectou uma explosão na área de sua navegação. Participam nas buscas 14 países, incluindo a Argentina.

Macri alertou que "até que tenhamos a informação completa, não vamos nos aventurar a procurar culpados. Primeiro devemos ter certeza do que aconteceu e por que aconteceu".

A juíza Marta Yáñez lançou investigações preliminares. Ela afirmou à imprensa que o "submarino não tem caixa preta. A caixa preta é todo o submarino". Por esta razão, pediu que se aguarde, ressaltando que o "objetivo é investigar as causas da explosão".

Em seu último boletim oficial, a Marinha revelou, nesta sexta-feira, que um membro da tripulação original desceu do submarino e foi substituído por outro, escapando da tragédia.

"A tripulação sempre foi de 44, mas em Ushuaia desembarcou um tenente para uma missão no Peru, de duas semanas, e foi substituído por outro oficial da mesma especialização, Comunicações", revelou o porta-voz da Marinha, comandante Enrique Balbi.

- Tristeza e raiva -

Seis barcos e três aviões patrulhavam nesta sexta-feira a zona de uma explosão no Atlântico Sul onde pode ter desaparecido o submarino argentino, mas não há mais esperanças de encontrar os tripulantes com vida.

"Temos que encontrar o submarino no fundo do mar. A zona é grande, o meio é hostil e a busca é muito difícil", afirmou o comandante Balbi.

A Armada anunciou na quinta-feira o registro de um ruído violento e repentino compatível com uma explosão no Atlântico, horas depois do último contato do ARA San Juan com a base em 15 de novembro.

O relatório coincide com a informação recebida dos Estados Unidos na quarta-feira a respeito de uma "anomalia hidroacústica detectada na quarta-feira, 15 de novembro, às 10H31" (11H31 de Brasília)", cerca de três horas após a última comunicação do submarino.

A confirmação da explosão também coincide com as hipóteses levantadas de que o submarino sofreu um acidente repentino logo após sua última comunicação, quando avisou a base sobre uma avaria nas baterias.

Uma explosão repentina em imersão poderia explicar a ausência de sinais de emergência, como liberar balsas, ou radiobalizas para ajudar no resgate, como indicam os procedimentos navais habituais.

A notícia causou revolta aos parentes dos tripulantes e a sensação de que a embarcação agora não passa de um túmulo no fundo do mar.

"Quero dizer ao almirante (Marcelo Srur, chefe naval) que ele não está em condições de ter uma força sob seu comando, que deve ir embora, e ao presidente (Mauricio Macri) que ponha ordem nisso", reclamou María Rosa Belcastro, parente de um tripulante falando à imprensa em Mar del Plata.

O ministério da Defesa não se pronunciou, mas fontes citadas pela imprensa local falam que vão rolar cabeças nos altos comandos da Armada.

Pais, mães, filhos e irmão protagonizaram na véspera cenas comoventes ante a notícia da explosão.

A maioria se negou a falar com os jornalistas e deixou discretamente a base naval para chorar seus entes queridos na intimidade. Mas muitos parentes não ocultavam sua revolta ante o que consideraram uma informação de que todos os tripulantes estariam mortos.

A versão oficial da Armada diz textualmente: "Tratou-se de um evento anômalo, singular, curto e não nuclear consistente com uma explosão. Está faltando saber onde está o submarino e a que profundidade".

As buscas se intensificaram nesta zona com navios oceanográficos com sondas de varredura e aviões com detectores magnéticos.

Cerca de 4.000 efetivos procuram o "ARA San Juan" em navios e aviões da Argentina, Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.

* AFP

 

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