Kenji Fujimori depõe em caso contra sua irmã Keiko - Geral - Hora de Santa Catarina

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Lima16/04/2018 | 18h47

Kenji Fujimori depõe em caso contra sua irmã Keiko

AFP
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O Ministério Público peruano interrogou, nesta segunda-feira (16), o congressista Kenji Fujimori em uma investigação por doações da empreiteira brasileira Odebrecht à campanha eleitoral de sua irmã Keiko, com quem tem se enfrentado politicamente.

"É uma diligência de caráter reservado", disse Kenji à imprensa ao sair do MP após depôr durante quatro horas.

O filho mais novo do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) é uma testemunha na investigação contra sua irmã, após o ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata afirmar a procuradores peruanos em São Paulo que a empresa contribuiu com 1,2 milhão de dólares para a campanha de Keiko em 2011.

A presença do popular legislador no MP despertou grandes expectativas, porque ocorre em meio a uma briga fraterna com Keiko pelo controle do fujimorismo, a maior força política do Peru.

Kenji depôs ao procurador de lavagem de dinheiro, José Domingo Pérez, após dar sinais, há duas semanas, de que deporia contra sua irmã, investigada por suposta lavagem de dinheiro.

Os dois irmãos, Keiko, de 42 anos, e Kenji, de 37, se distanciaram definitivamente há algumas semanas e seis respectivos seguidores divulgam ambos como candidatos para as eleições presidenciais de 2021.

Kenji renunciou, em 1 de março, à Fuerza Popular, partido liderado por Keiko que ele ajudou a fundar, após revelações sobre o suposto financiamento da Odebrecht à campanha de sua irmã, que nega as acusações.

Paralelamente, o Congresso peruano, controlado pelo partido de Keiko, vai debater neste mês o eventual processo e destituição de Kenji por um caso de suposta negociação de votos para evitar a destituição do então presidente Pedro Pablo Kuczynski.

O MP investiga Kenji e outros dois parlamentares dissidentes do fujimorismo por este caso.

A guerra entre os irmãos Fujimori já derrubou Kuczynski, que renunciou em 21 de março, após 20 meses no poder, acusado por denúncias de corrupção.

Keiko queria destituir Kuczynski, enquanto Kenji se tornou seu defensor em troca do indulto que ele concedeu ao patriarca do clã, Alberto Fujimori.

* AFP

 
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