Escolas de Florianópolis mantêm aulas normais durante a greve dos caminhoneiros - Geral - Hora de Santa Catarina

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Educação28/05/2018 | 12h04Atualizada em 28/05/2018 | 18h05

Escolas de Florianópolis mantêm aulas normais durante a greve dos caminhoneiros

No entanto, movimento em algumas unidades está reduzido

Escolas de Florianópolis mantêm aulas normais durante a greve dos caminhoneiros Cristiano Estrela / Diário Catarinense/Diário Catarinense
Nestor Junior teve que levar a filha de bicicleta nesta segunda-feira Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense / Diário Catarinense

As escolas municipais de Florianópolis mantêm as aulas nesta segunda-feira, 28. Na rede de ensino infantil, três unidades estão sem atendimento e no ensino fundamental, apenas uma unidade não abriu as portas. Nas escolas estaduais, a orientação é que as aulas permaneçam normalmente enquanto houver transporte coletivo, no entanto, 11 unidades tiveram as aulas canceladas. Naquelas que estão funcionado, o movimento está reduzido em 50% porque muitos alunos e professores estão com dificuldade de locomoção. 

É o caso da escola Simão José Hess, na Avenida Madre Benvenuta, no bairro Trindade. A diretora Caren Cristina Brichi, 41 anos, informa que as aulas continuam, mas nesta segunda metade dos alunos compareceram no período da manhã. Pelo menos quatro professores também não conseguiram ir até a escola. Segundo ela, nenhuma atividade avaliativa será aplicada e o conteúdo deverá ser reforçado nas próximas semanas para os alunos que faltaram.

— Essa greve representa a nação inteira, está na hora de parar, não só pelo preço do combustível, mas para trocar muita gente que nos representa, não está bom para ninguém — opina. 

escola
Metade dos alunos foram para aula na escola Simão José HessFoto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Já o vendedor ambulante Nestor Junior, 27, está aliviado que as creches ainda estão abertas, pois ele não tem com quem deixar a filha. 

— Estava preocupado se ia conseguir deixar minha filha na escola, porque senão eu ia ter que pagar alguém para ficar com ela, e sabe como é no final do mês.

Nesta segunda, Junior precisou levar a filha Jasmine, de três anos, de bicicleta para a aula, na creche Waldemar da Silva Filho, na Trindade. A mãe é quem costuma levar a menina de ônibus, mas por conta dos horários reduzidos, não conseguiu. 

— A greve é chata, mas é necessária. O país tem muitos problemas que precisam mudar.

Aulas mantidas

Em Florianópolis, das 88 unidades de educação infantil, apenas três estão sem atendimento. Na sexta-feira, 25, a Almirante Lucas Alexandre Boiteux, no Centro, que atende 275 crianças, e a Joel Rogério de Freitas, no Monte Cristo, responsável por 108 estudantes, tiveram seus atendimentos interrompidos. Nesta segunda, não há atividades para 46 crianças do Núcleo de Educação Infantil vinculado à Escola Básica José Amaro Cordeiro, no Morro das Pedras.  

Do total de 36 escolas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, 26 estão atendendo normalmente. Como são os casos da Almirante Carvalhal, em Coqueiros ; Mâncio Costa, em Ratones; Herondina Medeiros Zeferino, em  Ingleses; Marcolino José de Lima, na Barra do Sambaqui;  Henrique Veras, na Lagoa da Conceição; e Lupércio Belarmino da Silva, na Caieira da Barra do Sul. Porém 10 unidades estão funcionando com algumas dificuldades. São exemplos a José Amaro Cordeiro (Morro das Pedras) e Costa da Lagoa, que estão com pouco gás. A unidade Dilma Lúcia dos Santos (Armação do Pântano do Sul) possui pouca comida. Na Vitor Miguel de Souza (Itacorubi) e José do Valle Pereira (João Paulo), devido ao transporte coletivo que está funcionando com horário de sábado, os professores estão chegando nos estabelecimentos de ensino com atraso.

De acordo com o secretário de Educação Maurício Fernandes Pereira, a alimentação está garantida para os alunos, como o pão e os hortifrutigranjeiros. No entanto, muitos produtos, como o frango, estão parados nos bloqueios dos caminhoneiros nas rodovias do país. A prefeitura também busca uma alternativa para que não falte gás nas unidades de ensino.

Na rede estadual de ensino, das 1.073 escolas de Santa Catarina, 89 estão com as aulas suspensas por causa do transporte escolar. De acordo com a diretora de Gestão da Rede Estadual da Secretaria de Educação, Marilene Pacheco, por conta da crise de abastecimento, os cardápios estão sendo adaptados para a alimentação dos alunos. 

Acompanhe as atualizações sobre a greve dos caminhoneiros  

 

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