Maricultores do sul da Ilha sentem impacto da proibição da venda de ostras para outros estados - Geral - Hora de Santa Catarina

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Burocracia15/05/2018 | 11h56Atualizada em 15/05/2018 | 17h28

Maricultores do sul da Ilha sentem impacto da proibição da venda de ostras para outros estados

SC é responsável por 98% da produção no Brasil, mas está impedida de vender moluscos por um problema burocrático

Maricultores do sul da Ilha sentem impacto da proibição da venda de ostras para outros estados Marco Favero/Diário Catarinense
Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Há cinco dias os maricultores catarinenses estão impedidos de comercializar ostras, vieiras e mexilhões com demais estados brasileiros porque o contrato do governo do Estado com o laboratório que faz a análise da água venceu na última sexta-feira. Santa Catarina é responsável por 98% da produção de ostras no país, e muitos produtores daqui vivem apenas da venda do molusco para fora.

A Secretaria Estadual de Agricultura garante que o problema já foi resolvido. O titular da pasta, Airton Spies, explica que os moluscos, para serem vendidos em outros estados, precisam passar pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura. O SIF exige duas análises:

— Uma do monitoramento de fitotoxinas feito por um sistema de laboratório que nós temos contratado e outra é a análise microbiológica, feita no laboratório da UFSC. Havia um pequeno problema em relação ao contrato, que já foi renovado, e as análises devem voltar. Com isso, os moluscos devem ser novamente aceitos pelo SIF dentro das indústrias e voltar à normalidade —afirma Spies.

Conforme o secretário, houve uma interrupção por conta da mudança de contrato com o convênio de recursos que vêm justamente do Ministério da Agricultura para pagamento de serviços laboratoriais. Assim que o governo receber as primeiras análises negativas, o Ministério da Agricultura deve autorizar novamente a venda.

PRODUTORES LAMENTAM 

Somente no Ribeirão da Ilha, uma das principais regiões produtoras de ostra de Florianópolis, são oito famílias que vivem somente da venda direta para empresas que trabalham para fora do Estado.

— Para aqueles maricultores que dependem exclusivamente de empresa é mais complicado, tem empregado para pagar, tem as despesas pessoais. Mas de qualquer forma, afeta todo mundo porque o consumidor é leigo. Isso cria uma dúvida no cliente sobre a nossa qualidade, e ele pode acabar não comprando — conta a presidente da Associação dos Maricultores do Sul da Ilha (Amasi), Tatiana da Gama Cunha.

Ela conta que os produtores do bairro foram pegos de surpresa com a proibição. Isso porque há poucos dias a comunidade comemorava a conquista da instalação do centro de beneficiamento de moluscos, com estrutura para atender 30 famílias que vivem da atividadeA Secretaria de Agricultura, no entanto, não sabe quanto tempo levará para conclusão das análises.

— Estamos todos aflitos. A gente espera que seja resolvido o quanto antes — deseja Tatiana.

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