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Passou da Hora10/05/2018 | 09h21Atualizada em 10/05/2018 | 09h21

Moradores do Saco Grande esperam por reconstrução de ponte

Defesa Civil confirma que obras da estrutura danificada há quatro meses começam na próxima segunda-feira

Moradores do Saco Grande esperam por reconstrução de ponte Betina Humeres/Diario Catarinense
Estrutura provisória foi feita pelos moradores Foto: Betina Humeres / Diario Catarinense

Desde o início do ano, os moradores do Morro Pedra de Listras, no Saco Grande, em Florianópolis, vivem com uma ponte improvisada na principal via do bairro. A estrutura antiga foi destruída pela chuva em janeiro e prejudicou o acesso ao morro para pelo menos 30 famílias. A Associação de Moradores fez uma estrutura provisória de madeira para a passagem de pedestres até que a prefeitura construa uma nova ponte.

Carros, ônibus e caminhões precisam acessar a única rua que dá acesso ao morro sem ser pela ponte, por meio da Servidão José Cândido Amorim. O problema é que a via é estreita, cheia de buracos e de difícil acesso.

Leandro Leite Corrêa, 32 anos, tem um mercado do outro lado da ponte na Rua Pedra de Listras e há quatro meses acumula prejuízos. Os fornecedores não conseguem subir a servidão estreita e, com isso, não entregam os produtos.

— Eu tenho que fechar o mercado e descer na SC-401 para pegar as mercadorias porque não tenho como ficar sem. Tem vezes que eu não posso ir e as mercadorias voltam. Eu pago um monte de imposto e estou sendo prejudicado. Não sei como vou fazer, porque pra mim tá complicado, estou pensando em fechar — lamenta.

Angélica Rodrigues, 34, mora no alto da via e, quando precisa ir para casa na hora do almoço, prefere deixar o carro no pé do morro e subir caminhando, já que pela ponte o acesso é mais rápido que pela servidão.

— A outra rua fica perto, mas ela é estreita e como é a única via em que passa carro e caminhão, já tá cheia de buracos e não passam dois carros, tem que passar um de cada vez. Para nós é horrível.

Até os serviços de transporte escolar, caminhão do lixo e dos Correios estão sendo prejudicados. Segundo Angélica, tem empresas que estão deixando de entregar as encomendas dos moradores por falta de acesso pela ponte.

Maria Fabiana de Liz, 38, fiscal da associação, conta que os moradores, cansados de esperar, até se propuseram a construir a ponte caso a prefeitura desse o material:

— A prefeitura disse que essa obra não era urgente devido ter o outro acesso, mas quem mora aqui está perdendo a paciência.

 FLORIANOPOLIS, SC, BRASIL, 07/05/2018 -Ponte no Saco Grande caiu com a chuva e moradores enjambraram uma de madeira para poder transitarLocal: FlorianopolisIndexador: Betina HumeresFonte: Diario CatarinenseFotógrafo: Fotografo
Foto: Betina Humeres / Diario Catarinense

Obra emergencial vai custar R$ 300 mil

Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil de Florianópolis, informa que o setor técnico da prefeitura esteve no local nesta quarta-feira, 9, para ver a possibilidade de fazer a obra com dispensa de licitação. Machado explica que, pela lei, as obras emergenciais devem ser concluídas em até seis meses após o estrago. Como a ponte ruiu no início de janeiro, a prefeitura tem até o dia 10 de julho para entregar a nova estrutura. Caso contrário, o serviço precisaria ser licitado, o que leva cerca de três meses só para contratar a empresa.  

— Fizemos um chamamento público e fomos com as empresas ver a viabilidade técnica. A empresa vencedora com o menor preço topou fazer o serviço porque tem tempo para isso e começamos a obra na segunda-feira — garante.

O projeto da nova ponte prevê a construção das cabeceiras em pedra e concreto e a estrutura pré-moldada, que voltará a receber o tráfego de ônibus e caminhões depois de concluída. A empresa VMW, de Florianópolis, receberá R$ 300 mil para a obra.

Machado comenta que das oito pontes destruídas pelas chuvas em janeiro, apenas duas ainda não foram reconstruídas, entre elas a da Pedra de Listras, que estava no final da lista de prioridades, pois a comunidade possui outro acesso.

— Nós não temos como começar tudo de uma vez só, priorizamos as áreas que estavam isoladas, a área da Pedra de Listras não está isolada, eles conseguem dar a volta pelo outro acesso.

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