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Caracas02/07/2018 | 20h51

Governo venezuelano promove 16.900 militares premiando 'lealdade'

AFP
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O governo venezuelano promoveu, nesta segunda-feira (2), 16.900 soldados, em reconhecimento à sua "lealdade", um aspecto que se tornou recorrente no discurso do presidente Nicolás Maduro em meio a acusações de conspiração.

"Nós avaliamos a lealdade que cada homem e cada mulher colocou em suas mãos, em seus pensamentos, em suas ações, em cada tarefa que fizeram", disse o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino.

Durante uma das cerimônias de promoção de oficiais e pessoal de tropas, Padrino disse que foi um processo rigoroso e justo, que serviu para medir o grau de comprometimento de todas as Forças Armadas com a "revolução bolivariana".

"Nós avaliamos a lealdade das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) nestes oficiais que hoje recebem suas novas patentes em todo o país", disse.

Nos últimos meses, Maduro multiplicou seus pedidos para que as FANB "fechasse as fileiras contra a traição", diante de supostos planos de dividir as forças armadas e propiciar sua queda em meio à grave crise política e socioeconômica.

Em 24 de maio, quatro dias depois de sua polêmica reeleição, o presidente anunciou a captura de um grupo de soldados acusados de conspirar contra as eleições, incitadas pela oposição e pelos governos da Colômbia e dos Estados Unidos. Ele não especificou o número ou o alcance dos envolvidos.

No entanto, Alfonso Medina, um dos advogados de defesa, disse à AFP que há oito soldados, entre eles dois generais, e um civil acusados perante um tribunal militar por traição, instigar rebelião e motim, entre outros.

Da mesma forma, a ONG Foro Penal, que defende opositores acusados de crimes políticos, anunciou em 20 de junho que cinco soldados e três civis foram condenados à prisão por três a seis anos, acusados de participar de um golpe denunciado por Maduro em 2015.

O ministro disse que foi levado em conta para essas promoções o "papel" dos aspirantes na "estabilidade institucional do país e na preservação da democracia e da paz", referindo-se aos protestos da oposição contra Maduro que deixaram cerca de 125 mortos em 2017.

* AFP

 
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