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PASSOU DA HORA!11/07/2018 | 07h05Atualizada em 11/07/2018 | 07h05

Posto de saúde de Biguaçu ainda não tem data para abrir

Obra com portas a cinco metros de altura recebeu escadaria e torre de elevador, mas não há previsão de conclusão

Posto de saúde de Biguaçu ainda não tem data para abrir Tiago Ghizoni/Hora de Santa Catarina
Escadaria e torre para o elevador foram construídas no posto de saúde, terminando com a sensação de porta flutuante Foto: Tiago Ghizoni / Hora de Santa Catarina

Está muito mais fácil de entender agora as obras do prédio da Unidade Básica de Saúde do bairro Prado, em Biguaçu. O posto que foi construído com as portas a cinco metros de altura recebeu uma escadaria e a torre para instalação do elevador. No entanto, as obras seguem no local, e o prazo de entrega da UBS foi adiado novamente. O prédio com acesso aéreo havia se tornado motivo de piada para a comunidade e e foi destaque aqui na Hora em junho de 2017. "Só voando para chegar lá dentro", brincavam os moradores. Agora o problema é o atraso.

Na tarde de terça-feira passada, 3 de julho, a reportagem foi até o local e não encontrou nenhum operário trabalhando. Mas viu uma situação perigosa: o poço do futuro elevador está aberto, oferecendo risco de queda para as centenas de alunos da escola Donato Alipio De Campos, que fica ao lado do prédio.

Quem precisa dos serviços de saúde na região tem que se deslocar 5 km até a unidade do centro da cidade, que está sempre lotada. Moradora do Prado, a aposentada Nailma dos Passos sofre de depressão e toma medicamentos controlados.

— Como faz falta este posto aqui. Sempre que eu preciso buscar meus remédios ou marcar uma consulta, preciso chegar lá às cinco da manhã e ficar horas na fila.

Já a vendedora ambulante Miriam Amaral diz que se cansou de enfrentar os transtornos no posto de saúde do centro da cidade e resolveu pagar por um plano de saúde. Ela conta que já ficou das 6h30min até 12h30min esperando por um atendimento para a filha de colo.

— Devem ter comido o dinheiro da obra, só pode! — brinca a moradora do Prado.

 Depois de um ano, a Hora de Santa Catarina retorna ao Posto de Saúde do Prado, em Biguacu. Das mudanças de lá para cá, a instalação de uma escada e a construção de uma estrutura para elevador, mas ainda falta o elevador. Na foto: Nailma dos Passos é moradora do local e precisa ir até Florianópolis para buscar remédios de depressão, já que o posto de saúde ainda não está em funcionamento. (FOTO: TIAGO GHIZONI/HORA DE SANTA CATARINA - FLORIANÓPOLIS, SANTA CATARINA, BRASIL - 03/07/2018)
A aposentada Nailma dos Passos sofre de depressão e toma medicamentos controladosFoto: Tiago Ghizoni / Hora de Santa Catarina
 Depois de um ano, a Hora de Santa Catarina retorna ao Posto de Saúde do Prado, em Biguacu. Das mudanças de lá para cá, a instalação de uma escada e a construção de uma estrutura para elevador, mas ainda falta o elevador. (FOTO: TIAGO GHIZONI/HORA DE SANTA CATARINA - FLORIANÓPOLIS, SANTA CATARINA, BRASIL - 03/07/2018)
Poço do futuro elevador está aberto, oferecendo risco de queda para as centenas de alunosFoto: Tiago Ghizoni / Hora de Santa Catarina

OBRA COMEÇOU EM 2014

A unidade de saúde da comunidade do Prado fica em um terreno acidentado na Rua 13 de Maio. O prédio começou a ser erguido em junho de 2014. Deveria ter sido entregue em dezembro daquele ano. O custo da obra, R$ 517.616,79, é oriundo do governo federal. No entanto, atraso de repasses e a condição do solo, formado por rochas, fizeram a obra atrasar e aumentar o custo em R$ 42 mil. Em setembro do ano passado, o trabalho parou. Foi retomado e o prefeito Ramon Wollinger (PSD) disse à Hora de SC em junho de 2017 que entregaria a obra ainda em 2017.

Novo prazo estipulado pelo governo é "em breve"

A prefeitura garante que as obras não estão paradas. Segundo a administração municipal, na própria terça-feira operários, um médico e uma enfermeira estiveram no interior do prédio para serviços de limpeza, pintura e adequação das salas. O Executivo informou à reportagem que estão em andamento apenas a parte de acessibilidade à unidade, incluindo instalação de elevador e construção de plataforma lateral. Toda a mobília já foi adquirida. Estão em fase de finalização os trabalhos de retoque de pintura e limpeza interna e externa.

O atraso ocorre, ainda segundo a prefeitura, porque a empresa vencedora do processo licitatório para instalação do elevador foi considerada inidônea e foi aplicada multa de R$ 30 mil por não entregar o serviço. O edital foi republicado para a contratação de uma nova empresa. "Além do elevador, haverá uma plataforma elevatória de acesso lateral. Já foi efetuado processo licitatório (nº 18/2018) e a empresa vencedora deverá entregar o serviço em breve, já possibilitando a abertura da unidade" informa nota da prefeitura.

Atendimento a 9,3 mil cidadãos

A nova unidade tem área de 650 metros quadrados e atenderá os moradores dos Prado, Prado de Baixo, Encruzilhada, Jardim Anápolis, Saudade e São Miguel. Nessas regiões estão cadastrados cerca de 9,3 mil usuários na Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeitura afirma que os pacientes não estão sem atendimento, já que o serviço está sendo oferecido na Unidade Básica de Saúde do Centro aos moradores dessas regiões, onde atuam duas equipes da Estratégia da Saúde da Família (ESF). Havendo necessidade, são encaminhados para consultas com especialistas.


 

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