Presos protestam em Serviço de Inteligência venezuelano - Geral - Hora de Santa Catarina

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Caracas09/07/2018 | 21h02

Presos protestam em Serviço de Inteligência venezuelano

AFP
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Um grupo de presos venezuelanos, acusados de supostos crimes políticos, protestava nesta segunda-feira (9) na sede do Serviço de Inteligência em Caracas para exigir que acabem as "violações de direitos humanos" e libertem os que têm ordem para sair.

"Voltamos a tomar as instalações do Sebin (Serviço de Inteligência). Chega de tantos atropelos, de tantas aberrações, de violações dos direitos humanos", disse o ex-policial Fred Mavares, um dos detidos, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Atrás de Mavares se vê a porta de uma cela derrubada e vários internos reunidos em um corredor de El Helicoide, sede do Sebin, onde, em maio, um grupo de opositores detidos também protestou durante dois dias.

Depois disso, vários foram libertados pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

"Não transferem as pessoas aos tribunais, não transferem as pessoas a centros penitenciários. Imaginem, se não dão liberdade a pessoas com permissão de libertação há dois anos, o que restará aos demais?", acrescenta Mavares, que assegura ter ordem de liberdade.

O ex-policial exigiu a presença de representantes da Promotoria.

"Se houver um massacre, tornaremos responsáveis as autoridades do Estado (...). Até que venha a Promotoria, não vamos ceder", declarou, sem detalhar quantos detidos participam do protesto.

Nos arredores de El Helicoide as famílias dos reclusos se reúnem.

"Temo pelo meu filho, há dois anos e dois meses está com o passe para sair e já não aguentamos mais (...) Até quando vão esperar? Até que morram?", disse chorando a jornalistas Ana Zambrano, mãe de Mavares, mostrando o passe de liberdade do ex-policial.

Entre maio e junho, o governo libertou 120 presos acusados de "violência política", entre eles o ex-prefeito Daniel Ceballos, o general reformado Ángel Vivas e o deputado Gilber Caro.

Também foi solto o americano Joshua Holt, detido em El Helicoide durante 24 meses sob acusações de espionagem.

Alfredo Romero, diretor da ONG Fórum Penal, assegurou nesta segunda que em El Helicoide há "10 presos políticos". "Todos estão há ao menos 55 dias incomunicáveis (sem visitas de familiares nem de advogados). Há dois com permissão de liberdade. Assim como há presos comuns também com permissão de liberdade", denunciou Romero no Twitter.

* AFP

 
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