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Empatia09/10/2018 | 16h18Atualizada em 09/10/2018 | 16h20

Alunos de escola do Norte da Ilha vão ao Centro debater acessibilidade

Alunos de escola do Norte da Ilha vão ao Centro debater acessibilidade Diorgenes Pandini/Diario Catarinense
Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Empatia significa a capacidade de sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse no seu lugar. É este sentimento que professores da Escola Intendente Aricomedes da Silva, na Cachoeira do Bom Jesus, querem ajudar a desenvolver nos alunos do 7º ano. Nesta terça-feira, 9, cerca de 30 estudantes estiveram no Centro de Florianópolis acompanhados de um colega cego e quatro professores — um deles também é cego — para ver de perto as dificuldades de acessibilidade no coração da cidade.

— Costumo vir aqui no Centro com meus pais, mas não sou muito de andar sozinho, ainda não estou muito treinado. Gosto aqui da Praça XV, é muito agradável, mas o piso tem bastante buraco, além do ladrilho que trava a bengala — disse Vinicius Cavalheiro Dandolini, de 13 anos, que é cego.

 FLORIANOPOLIS, SC, BRASIL, 09.10.2018: Estudantes do Norte da Ilha vieram ao centro fazer uma visita guiada observando a acessibilidade e recebendo informações historicas pelo caminho. (Foto: Diorgenes Pandini/Diario Catarinense)Indexador: Diorgenes Pandini
Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

O relato do garoto sobre o piso da principal praça da cidade resume a situação de quem precisa de uma bengala para se locomover. Quando há calçada, há muitos buracos. Além disso, não é raro ver um piso tátil que acabe em um poste de luz.

— A gente percebe que o Centro não é um lugar inclusivo, e eles se preocupam bastante com a questão de acessibilidade urbana. A pessoa com deficiência tem que estar inclusa na sociedade — comenta a professora de Geografia Mariah Amanda da Silva, de 23 anos.

 FLORIANOPOLIS, SC, BRASIL, 09.10.2018: Estudantes do Norte da Ilha vieram ao centro fazer uma visita guiada observando a acessibilidade e recebendo informações historicas pelo caminho. (Foto: Diorgenes Pandini/Diario Catarinense)Indexador: Diorgenes Pandini
Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Para o professor Tarso Dornelles, de 27 anos, que também é cego, esta é uma oportunidade de mostrar que as pessoas com deficiência existem e precisam ser respeitadas, além de ter participação nas decisões da cidade referentes à acessibilidade.

— O mundo é pensado para quem tem visão, para quem tem perna, para quem é destro, mas a deficiência não vem de nós, vem do espaço. É a sociedade nos torna deficientes nos ambientes e não nos permite fazer as coisas de forma autônoma e independente. Por isso, é importante que a gente possa participar das decisões — afirma Tarso.

Para o jovem Cauê Varella Tristão, de 13 anos, além de discutir a acessibilidade, esta foi uma oportunidade para conhecer um pouquinho melhor a cidade que seus pais escolheram para morar. Afinal de contas, eles se mudaram de Caxias do Sul (RS) há apenas três meses.

— O passeio está bem massa, dá para conhecer melhor a cidade. Além disso, é importante ver por esse lado da acessibilidade, porque eles não conseguem enxergar, então a gente pode descrever o espaço para eles. Dá para ver que precisa de mais piso tátil — disse Cauê.

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