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MOBILIDADE URBANA08/11/2018 | 06h54Atualizada em 08/11/2018 | 13h51

Base Aérea de Florianópolis não será aberta durante bloqueio no trevo do Rio Tavares

A partir de segunda-feira (12) o trânsito entre Campeche e Lagoa será fechado

Base Aérea de Florianópolis não será aberta durante bloqueio no trevo do Rio Tavares Marco Favero/Hora de Santa Catarina
Motoristas vão precisar usar vias secundárias para circular entre os dois bairros Foto: Marco Favero / Hora de Santa Catarina

Má notícia para os moradores do sul da Ilha que esperavam usar a Base Aérea do bairro Carianos para se deslocar durante o bloqueio para as obras do elevado do Rio Tavares. A Aeronáutica informou nesta quarta-feira (07) que não há condições de atender o pedido. O trânsito no sentido Campeche – Lagoa, e vice versa, será fechado a partir da próxima segunda-feira (12).

Segundo suboficial Ivan José Seelig Júnior, chefe da comunicação social da Base Aérea, hoje o local já está com volume de trafego muito acima do suportado pela via, que serve apenas de ligação entre dois pontos internos do órgão militar. Passam diariamente por ela cerca de 2 mil carros autorizados para isso, a maior parte por civis moradores dos bairros Tapera e Ribeirão da Ilha. Além disso, toda aquela área não possui cercamento, o que a torna vulnerável.

— Esta liberação, com certeza trará mais problemas e entraves junto às Forças de Segurança Pública, socorristas, Aeroporto Internacional de Florianópolis, além de comprometer a manutenção da via e a segurança da nossa área.

O militar também pondera que a Base Aérea autoriza a linha Tapera – TICEN, com 283 ônibus diários, além de viaturas oficiais das forças de segurança e socorro, em casos de emergência.

Moradores reclamam do fechamento

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL - 07/11/2018Elevado no Rio Tavares causa transtorno para moradores próximos à obra. Na foto, Daniel Sebastião, 52 - comercianteIndexador: EMERSON SOUZA
Daniel acredita que trânsito ficará horrível na regiãoFoto: Marco Favero / Hora de Santa Catarina

Com o bloqueio parcial no trânsito no trevo do Rio Tavares, os motoristas que vêm da Lagoa terão de desviar pela Pau de Canela ou Avenida Campeche. Já os que estão ao sul do Tirio deverão pegar a Av. Pequeno Príncipe e a Rua da Capela. Esses desvios desagradam os moradores da região, que não terão nem a opção da Base Aérea, tampouco o segundo acesso ao sul da Ilha.

— Isso aí no verão vai ficar tudo parado, vai ser horrível. É muita irresponsabilidade. Se eles abrissem o aeroporto, não precisava mexer nada — reclama o comerciante Daniel Sebastião, de 52 anos.

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL - 07/11/2018Elevado no Rio Tavares causa transtorno para moradores próximos à obra. Na foto, Robert Souza, 58Indexador: EMERSON SOUZA
Robert Souza já sente queda no comércio localFoto: Marco Favero / Hora de Santa Catarina

Dono de uma borracharia na SC-406, Robert Souza, de 58 anos, diz que diminuiu o número de clientes desde o início das obras do elevado. Ele acredita que com o bloqueio, perderá ainda mais movimento.

— Já caiu muito o movimento, desapropriaram aqui e não mais tem estacionamento. Mas vai complicar ainda mais. Está bem difícil trabalhar.

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL - 07/11/2018Elevado no Rio Tavares causa transtorno para moradores próximos à obra. na foto, Amilton Otávio Silva, 60 - comercianteIndexador: EMERSON SOUZA
Amilton lamenta que a base aérea não será abertaFoto: Marco Favero / Hora de Santa Catarina

O pequeno empresário Amilton Otávio Silva, de 60 anos, nativo do Rio Tavares, terá o muro de casa derrubado para a construção de uma das cabeceiras do viaduto. Ele também lamenta que a base aérea não será aberta.

— Resolveria todos os problemas dos bairros Pântano do Sul, Morro das Pedras, Armação, Caieira da Barra do Sul. Não precisaria atrapalhar o trânsito aqui do Rio Tavares.

 FLORIANÓPOLIS, SC, BRASIL - 07/11/2018Elevado no Rio Tavares causa transtorno para moradores próximos à obra. Na foto, Antônia Nascimento da Silva, 64 - aposentadaIndexador: EMERSON SOUZA
Dona Antônia acredita que obra é responsável por rachaduras na sua residênciaFoto: Marco Favero / Hora de Santa Catarina

Outro problema que os moradores relataram à reportagem é o dano à estrutura das casas provocado pelas máquinas que estão na obra. A dona Antônia Nascimento da Silva, aposentada de 60 anos, ficou bastante nervosa ao contar o seu drama. Ela é diabética e teve de amputar um dos pés recentemente. Não bastasse isso, as paredes já apresentam rachaduras. 

— Eu tenho muito medo porque minha casa ficou embaixo e os carros passam lá por cima e estremece toda a casa. Quando eu estou dormindo é um horror.

O bloqueio no trevo também irá alterar quatro trajetos de ônibus na região a partir da próxima semana

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