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Caracas09/12/2018 | 14h37

Venezuelanos vão às urnas para eleger vereadores

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As seções eleitorais abriram as portas neste domingo (9), na Venezuela, dia em que a população vai às urnas escolher seus vereadores.

Os postos de votação iniciaram os trabalho às 6h locais (8h em Brasília) e permanecerão abertos por 12 horas. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) costuma estender a janela de horário.

As eleições foram suspensas no município de Gran Sabana (estado Bolívar, ao sul), onde um indígena morreu no sábado em uma suposta operação militar contra mineração ilegal, disse à imprensa a reitora do CNE Socorro Hernández.

Hernández também relatou dificuldades pontuais para ativar as urnas em regiões afastadas, como a Amazonas, por problemas de comunicação. Ela garantiu, porém, que 90% das seções estão funcionando.

Cerca de 20,7 milhões de venezuelanos de um total de 30,6 milhões estão habilitados para eleger 2.459 vereadores em 335 câmaras municipais.

Com essa eleição, o chavismo espera fortalecer seu controle institucional com a eleição de 2.459 vereadores em 335 câmaras municipais. Hoje a oposição controla 80 assembleias.

O caminho parece aberto. A previsão é de uma nova vitória do governo Maduro, já que os principais partidos de oposição foram considerados inabilitados pelo órgão eleitoral para participarem da disputa, em meio a profundas divisões entre os setores políticos contrários ao presidente.

"Nosso povo vai responder (...). Faço um convite a que todos, para além de sua posição ideológica, saiam para exercer seu direito de voto", disse no sábado (8) Julio León Heredia, chefe de campanha do PSUV, diante das projeções de um alto índice de abstenção.

Analistas antecipam uma baixa participação, devido à sombra de parcialidade que paira sobre o CNE, à exclusão das maiores siglas de oposição por terem boicotado a eleição presidencial de 20 de maio passado e ao desânimo pela severa crise econômica.

Em resposta às denúncias contra o CNE, Tania D'Amelio, uma de suas reitoras, garantiu que o processo deste domingo está "blindado", com 15 auditorias prévias.

A abstenção no último pleito chegou a 54%, a mais alta para uma eleição presidencial desde o estabelecimento da democracia na Venezuela em 1958.

As eleições deste domingo foram convocadas pela Assembleia Constituinte, integrada apenas pelos deputados chavistas. Este ano, o órgão também convocou eleições para prefeito, governador e presidente, com novas regras e fora dos prazos estipulados, com amplas vitórias para o governista Partido Socialista Unido da Venezuela.

"O oficialismo vai capturar a maioria das câmaras municipais com um nível de abstenção histórico", comentou o diretor do instituto de pesquisa Delphos, Félix Seijas, em conversa com a AFP.

Foi uma "campanha de chats de WhatsApp, reuniões de moradores, panfletagem nas esquinas", relatou Seijas.

A eleição de vereadores acontece a menos de um mês de o presidente Nicolás Maduro assumir um segundo mandato (2019-2025). Estados Unidos, União Europeia (UE) e vários países da América Latina já disseram que não vão reconhecer seu governo.

* AFP

 
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