Obras dividem opiniões em Barra do Sul, no litoral Norte de SC - Jornal Hora de Santa Catarina - polícia, futebol, entretenimento e notícias da Grande Florianópolis

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31/05/2011 | 09h04

Obras dividem opiniões em Barra do Sul, no litoral Norte de SC

Rua do Comércio e avenida Jaraguá terão menos espaço para veículos

Com boa parte dos serviços em execução, a pavimentação e urbanização da avenida Amândio Cabral, mais conhecida como rua do Comércio, e a instalação de uma ciclovia na avenida Jaraguá do Sul têm dividido a opinião de moradores de Balneário Barra do Sul.

Na área central da cidade, a rua do Comércio está sendo modificada para funcionar como mais uma opção de lazer. E é aí que as discussões começam – para aumentar a parte das calçadas, a largura da rua será reduzida e restrita a apenas um carro por vez. Além disso, a via ficará aberta só durante o dia. À noite, funcionará como um calçadão no trecho que vai dos Correios até o Califórnia.

— Para os pedestres, vai ser muito bom, mas para o comércio, não. Acho que vai prejudicar o movimento —, afirma o aposentado José Ramos, 60 anos, que tem um filho que trabalha no comércio do local.

A pensionista Glória Elfiasio, 67 anos, moradora há 17 anos do local, já está de olho na valorização do imóvel após o término das obras.

— Acho que vai ficar bonito. Não vai ser mais aquela loucura de carros à noite. Por mim, deveria ser tudo assim —, diz.

O projeto de revitalização da rua do Comércio está orçado em cerca de R$ 100 mil. As obras estão em fase inicial e têm previsão de término em três meses.

Discussão sobre a ciclovia

A polêmica da avenida Jaraguá do Sul diz respeito à ciclovia que está sendo construída nela. A faixa de mão dupla está sendo encurtada de oito para sete metros para que seja reservada uma faixa para quem anda de bicicleta. O aposentado Laércio Fernandes, de 73 anos, anda de bicicleta quase todos os dias e não acredita que a ciclovia irá ajudar.

— Fazer um espaço de um metro e meio não adianta —, diz. Além disso, Laércio conta que a água, em dias de chuva e quando a maré está alta, chega muito rapidamente ao calçamento. 

— Isso aqui fica tudo alagado. Quem é que vai querer passar de bicicleta dentro da água? Eles deveriam fazer esta obra do lado oposto. Acho que tem outras coisas para melhorar na cidade. O fluxo aqui, por exemplo, já é ruim e com a rua menor vai piorar —, diz.

Morador da avenida, o operador de produção Celso Cordeiro de Miranda, 56 anos, diz que é a favor da ciclovia, mas não concorda em diminuir o tamanho da rua.

— A gente já percebe que no verão o movimento de carros aumenta muito e isso pode atrapalhar. Este é o único acesso que tem —, comenta. A sugestão de Celso é que a ciclovia fosse feita além da rua.

— Seria melhor fazer do meio-fio para dentro —, afirma. O pescador Moisés Lopes, 40 anos, prefere aguardar para ver como vai ficar. Mas acredita que a segurança na avenida pode diminuir.

— Achei meio estranho. Se ficar estreito, parece que fica mais perigoso para os carros.
Moisés também é favor da ciclovia e dá a mesma sugestão de Celso.

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