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Radical15/02/2013 | 05h41

Repórter Anelize prova que em três aulas dá para aprender stand up paddle

Esporte do momento não exige experiência e é muito divertido

Repórter Anelize prova que em três aulas dá para aprender stand up paddle Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
No terceiro dia de treino, Romeu, um especialista em salvamentos na água, ajudou a repórter a surfar sua primeira onda Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Anelize Salvagni

verao@gruporbs.com.br

O stand up paddle é um esporte de origem havaiana. Une a prancha de surfe ao remo da canoagem. A atividade, conhecida na terra natal como beach boy surf, começou a tomar forma no Brasil nos últimos 10 anos e pegou de vez nesta temporada — só a catarinense Mormaii registrou 300% de aumento nas vendas de pranchas para a modalidade. Para ter certeza de que dá para aprender rápido o SUP, a repórter da Revista de Verão encarou três aulas, duas na Lagoa e, na última, pegou onda no mar.

 

Primeiro dia...

Você não tem intimidade alguma com pranchas de surfe e esportes aquáticos? Nem eu. Cheguei para a minha primeira aula de stand up paddle, chamado de maneira carinhosa de SUP, na Lagoa da Conceição, completamente crua. O professor do dia, Betão, me ensinou a subir na prancha soft — modelo de 10.6 pés, mais estável e indicada para iniciantes — e dividiu comigo técnicas para alcançar a remada ideal.

Equilibrei-me com facilidade. Então dá para dizer que mesmo o mais leigo encontra rápido o próprio ponto de equilíbrio. Acertar o estilo da remada é mais complexo. Quanto mais corretamente remamos, maior é o rendimento. Para o meu azar, as águas da Lagoa, tranquilas no começo da aula, ficaram agitadas com o passar do tempo. O desafio foi remar contra o vento. Não é difícil, mas cansativo. O preparo físico — faço academia e arrisco corridas — faz diferença e fiz a lição de iniciante direitinho.

No segundo...

Estava mais segura em relação à técnica. Quem garantiu minha evolução foi o instrutor Chico Freitas. Mais uma vez, encontrei uma Lagoa de águas rebeldes, mas consegui executar viradas e me divertir com pranchas diferentes. Experimentei a sensação de remar em uma prancha de fibra linda, de 12 pés, e em um modelo race, de 12.6 pés, mais rápido, utilizado em travessias. Nesta última, por conta da velocidade que a prancha adquire, cansei para fazer as viradas. A aula foi mais curta do que a primeira por conta do cansaço.

E o terceiro

 
Os tombos consecutivos do terceiro dia não desanimaram a iniciante

O último dia foi de ansiedade. Chegou a hora de entrar no mar. Fazer SUP na praia requer ténicas do surfe. Dada a minha experiência nula nesta área, meu terceiro professor, Romeu Bruno, já sabia da dificuldade que teria para fazer a aluna iniciante pegar uma onda. O começo foi penoso. Sobe e cai, sobe e cai. Repetidas vezes. Mesmo em uma praia tranquila como a do Forte, no Norte da Ilha, equilibrar-se sobre as ondulações fazendo o movimento correto com os joelhos é desafiador. Acabei pegando o jeito e aprendi a vencer a arrebentação.

Confira as dicas e a história do esporte no vídeo:



Não vou mentir. Foram muitas as tentativas até que eu conseguisse sentir a sensação de surfar e ser levada por uma onda. Talvez pela alta dificuldade, achei o momento extremamente gratificante. Depois de mais uma sequência de quedas, consegui surfar novamente. Se a bateria não tivesse esgotado — surfar no mar exige bem mais esforço — certamente teria perseguido as ondas, com ou sem sucesso, muitas vezes mais. Nada como ser desafiada e vencer.

Como vela

Segundo Romeu Bruno, dono da escola Floripa SUP Club, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, o stand up é uma atividade tranquila. Ele conta que dos seis mil alunos que já acompanhou, a maioria conseguiu parar em pé na prancha e remar. A febre não é só brasileira. 

— É comum ver pessoas remando nos EUA, na Holanda, no Tahiti, e não só no mar, mas em rios e corredeiras — comenta.

Mesmo sendo uma atividade indicada para todas as idades, há riscos. O corpo humano funciona como uma vela em cima da prancha e o vento pode fazer com que a pessoa vá muito longe e fique sem forças para voltar. É importante a supervisão no início. Conheça a equipe de peso que acompanhou Anelize.

Romeu

Romeu Bruno foi salva-vidas no Havaí, lugar que tem o melhor departamento de salvamentos do mundo, durante 15 anos. Além de resgatar quem encara as ondas gigantes do arquipélago, ele próprio praticou SUP por lá. Sócio da Floripa Sup Club, Romeu é vice-presidente da Associação Brasileira de Stand Up Paddle e diretor da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

Betão


Depois de muitos anos competindo no surfe tradicional, há três anos o gaúcho radicado em Florianópolis Roberto Vicentin Machado, o Betão, profi ssionalizou- se no SUP. É o atual vicecampeão brasileiro e, neste mês, vai ao Peru participar do campeonato mundial da modalidade, representando o Brasil e Santa Catarina.

 
Professor do segundo dia é vice-campeão brasileiro na modalidade

Chico

Chico Freitas, natural de Torres (RS), surfa desde os seis anos de idade. Depois de uma viagem de veleiro pelo litoral brasileiro que durou dois anos, o surfista escolheu Florianópolis para viver. Chico dá aulas de stand up, surfe e kitesurfe, além de ser estudante de Educação Física.

Quanto custa

A Floripa Sup Club é a única escola de Florianópolis que, atualmente, possui alvará de funcionamento emitido pela portaria de exploração de atividades náuticas da prefeitura.

Preços: R$ 120, o pacote mensal, que inclui oito remadas por mês. R$ 30 por meia hora com instrução de um professor ou R$ 50 por uma hora também com as explicações necessárias inclusas.

Mais informações: www.floripasupclub.com ou pelos telefone (48) 9991-3535 ou (48) 7211-2311.
 

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