Diogo Vargas: Cabeça Branca e a rede criminosa do tráfico em SC - Jornal Hora de Santa Catarina - polícia, futebol, entretenimento e notícias da Grande Florianópolis

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Opinião17/07/2017 | 19h07Atualizada em 17/07/2017 | 22h12

Diogo Vargas: Cabeça Branca e a rede criminosa do tráfico em SC

Desde o ano passado, as apreensões recordes de cocaína em portos do Estado careciam de respostas, o que a Polícia Federal começa a descortinar agora.

Diogo Vargas: Cabeça Branca e a rede criminosa do tráfico em SC Lucas Correia/Agencia RBS
Foto: Lucas Correia / Agencia RBS

A informação dada pelo jornal O Globo de que o megatraficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, costumava enviar cocaína para o exterior usando portos brasileiros, entre eles o de Itajaí, revela o quanto se acentuou no Estado o tráfico internacional de drogas.

O nome dele aparecia como espécie de fantasma no tráfico catarinense. Ao contrário, por exemplo, de Jarvis Chimenes Pavão, preso no Paraguai e comumente tido no meio policial como o grande barão das drogas que entram em Santa Catarina.

Sejam traficantes ao estilo "patrões" ou pequenas mulas (transportadores da droga), todos correm atrás do lucro astronômico da venda da cocaína em países da Europa e da Oceania. Ele chegaria a até 1000% em comparação com a comercialização no mercado consumidor interno.

Para se ter uma ideia, nos últimos 90 dias, a Polícia Federal em Florianópolis prendeu sete pessoas que tentavam embarcar levando malas recheadas de cocaína para a Austrália. A investigação está sendo concluída, mas já chama a atenção dos federais o grau de envolvimento de catarinenses com o esquema internacional.

Os traficantes do porte de Cabeça Branca atuam com uma rede do tráfico, que é segmentada, ou seja, envolve inúmeros outros criminosos locais. Aí entram corrupção, compra de laranjas, ordens de execução e uma guerra temerosa entre facções na fronteira do Brasil e o Paraguai que dimensionam o tamanho do problema.

Desde o ano passado, as apreensões recordes de cocaína em portos do Estado careciam de respostas, o que a Polícia Federal começa agora a descortinar diante das revelações do esquema montado por Cabeça Branca.

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