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Nações Unidas13/02/2018 | 15h54

ONU lamenta que persistam ameaças contra rohingyas de Mianmar

AFP
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A ONU lamentou nesta terça-feira (13) que persistam as ameaças e tensões em Minamar contra os muçulmanos rohingyas, enquanto advertiu que não estão dadas as condições para o retorno de milhares de membros desta minoria que fugiram para Bangladesh.

"Após cinco meses, o fluxo continua sem interrupção", disse o subsecretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Políticos, Miroslav Jenca.

Recordando as três exigências estabelecidas há três meses pelo Conselho de Segurança - parar a violência, permitir o acesso humanitário e o retorno dos refugiados -, o funcionário acrescentou que "nada disso foi realizado".

"As ameaças se mantêm, assim como as tensões" e "estamos preocupados com a proteção daqueles que retornaram" a Mianmar, afirmou.

Os refugiados se arrependem de ter voltado para Mianmar, reiterou o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, ao falar por videoconferência com o Conselho de Segurança. Ele também confirmou que o fluxo de refugiados para Bangladesh continua.

"Os relatos de violência permanecem" e "é importante que as fronteiras permaneçam abertas", declarou.

"Me permitam ser claro: as condições ainda não foram dadas para a repatriação voluntária dos refugiados rohingyas", assegurou Grandi, acrescentando que as "causas que os levaram a fugir não foram resolvidas".

Jenca também observou que "o acesso humanitário continua a ser muito complicado" no estado de Rakhine (oeste).

E pediu a liberdade de dois jornalistas da agência Reuters, que foram presos há dois meses por terem investigado um massacre.

Até agora, o Conselho de Segurança havia se reunido pouco para analisar esta crise, principalmente pela oposição da China, primeiro aliado do regime birmanês.

Mianmar é acusado de limpeza étnica após o lançamento, no final de agosto do ano passado, de operações do Exército contra extremistas rohingyas no oeste do país.

Mais de 690 mil membros desta minoria que viviam na região se refugiaram em Bangladesh.

O Exército e as milícias budistas são acusados de estupros, torturas, assassinatos e incêndios de aldeias, entre outros.

* AFP

 

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