Beligerantes no Iêmen criam lista de 15.000 presos para troca - Jornal Hora de Santa Catarina - polícia, futebol, entretenimento e notícias da Grande Florianópolis

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Rimbo11/12/2018 | 13h31

Beligerantes no Iêmen criam lista de 15.000 presos para troca

AFP
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Reunidos na Suécia em conversas de paz promovidas pela ONU, o governo e os rebeldes do Iêmen anunciaram, nesta terça-feira (11), uma lista de 15.000 presos para preparar uma troca.

Na semana passada, na Suécia, o governo do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, reconhecido pela comunidade internacional, e os rebeldes huthis começaram uma rodada de negociações voltadas para retomar o diálogo, rompido em 2016.

Até agora, fracassaram todas as tentativas de pôr fim à guerra que já deixou mais de 10.000 mortos em quatro anos. Além disso, a situação humanitária no Iêmen, o país mais pobre da Península Arábica, piora a cada dia.

Os rebeldes anunciaram o estabelecimento de uma lista com o governo que contém 15.000 nomes de ambos os lados. Segundo uma fonte do governo, a lista de detentos tem 8.2000 nomes, mas não quis dar o número de presos do lado rebelde.

Segundo Al-Masirah, a televisão dos rebeldes, os dois lados se deram duas semanas para confirmar a lista, e outros 45 dias, a partir de uma data ainda a ser determinada, para fazer o intercâmbio.

Os prisioneiros serão transferidos do aeroporto da cidade de Seiyun (centro), controlada pelo governo, e o da capital, Sanaa, nas mãos dos rebeldes.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou que vai supervisionar a troca.

Em setembro, as negociações de paz ficaram paralisadas pela recusa dos huthis de viajarem até Genebra sem garantias sobre sua viagem de volta para Sanaa e sobre a evacuação dos rebeldes feridos.

Desta vez, eles participaram, graças à transferência, em dezembro passado, de 50 rebeldes feridos para Omã e também ao acordo preliminar sobre a troca de prisioneiros.

As imagens de devastação provocadas pelos ataques aéreos de uma coalizão militar pró-governo, liderada pela Arábia Saudita desde 2015, e as da crise humanitária convenceram as grandes potências a acelerar uma solução para o conflito.

Na segunda-feira, a ONU anunciou que são necessários 4 bilhões de dólares para fornecer ajuda humanitária em 2019 a cerca de 20 milhões de iemenitas. Esse número corresponde a quase 70% da população.

A cada ano, a ONU precisa de US$ 1 bilhão a mais, disse ontem à imprensa o vice-secretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock.

Por iniciativa de Suécia, Suíça e ONU, uma conferência de contribuintes está programada para 26 de fevereiro, em Genebra, acrescentou o funcionário da ONU.

"Não temos um fim das hostilidades" no terreno, mesmo que pareçam ter diminuído, advertiu Mark Lowcock, que visitou o Iêmen recentemente e espera frutos das negociações de paz que ocorrem na Suécia sob o patrocínio das Nações Unidas.

A situação humanitária no Iêmen é considerada pela ONU como a pior do mundo.

* AFP

 

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