Historiadores explicam ressurgimento do ideário nazista no Brasil - Polícia - Hora

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Polêmica11/12/2014 | 08h59

Historiadores explicam ressurgimento do ideário nazista no Brasil

Grupos neonazistas catarinenses aparecem menos do que em outros estados

Godofredo de Oliveira Neto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), define o momento atual da sociedade como “império das emoções”. Uma substituição da razão por instintos primários e bárbaros. É o que explicaria, segundo ele, o ressurgimento do ideário nazista:

— O nazismo nasce da raiva do outro. Da intolerância, do racismo, da exclusão.

A historiadora Marlene de Faveri identifica dois tipos de aproximação das ideias nazistas: os grupos claramente inspirados em Hitler e outros baseados em conservadorismo, que promovem o ódio contra negros e nordestinos, por exemplo, e prezam o separatismo — muito embora não se entendam como nazistas. 

— Não são todas essas pessoas adeptas do nazismo, mas têm práticas conservadoras fascistas. As duas formas são muito preocupantes — diz.

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Por falta de organização ou interesse em manter o anonimato, o fato é que os grupos neonazistas catarinenses aparecem menos do que em outros estados como São Paulo, onde não raro se registram ações violentas ligados a vertentes de inspiração nazista.

— Há casos de colecionadores de objetos nazistas ou pequenos grupos, mas não estão organizados — diz Aluízio Batista Amorim, autor do livro Nazismo em Santa Catarina.

Professor de história contemporânea da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Márcio Voigt também avalia que os grupos simpatizantes do nazismo têm pouca expressão e estão isolados. Ele ainda diferencia os atuais dos formados no século passado.

— Na década de 1930 o que chegava às colônias alemãs era a publicidade do nacionalismo daquele país. Não se sabia sobre campos de concentração e holocausto. Hoje todos têm informação suficiente sobre as atrocidades cometidas, então quem defende de alguma forma o nazismo provavelmente está mal informado. Já visitei campos de concentração e não há argumentos para defender aquilo.

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