Sistema prisional de luto com assassinato de agente em Florianópolis  - Polícia - Hora

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Tristeza12/06/2016 | 16h11Atualizada em 12/06/2016 | 21h33

Sistema prisional de luto com assassinato de agente em Florianópolis 

Misael Baruffi é o terceiro agente morto desde 2012 no Estado.

Sistema prisional de luto com assassinato de agente em Florianópolis  Divulgação / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Misael Baruffi Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

O sistema prisional está de luto em Florianópolis com o assassinato na manhã deste domingo do agente Misael Baruffi, 31 anos, morto a tiros nos Ingleses do Rio Vermelho, norte da Ilha.

Misael trabalhava há cinco anos no Presídio de Florianópolis, que fica no complexo da Agronômica. Natural de Concórdia, era descrito como um servidor tranquilo e calmo. De acordo com a assessoria da Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), era casado, tinha um filho e formado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Catarina.

As autoridades do sistema prisional afirmaram desconhecer a motivação do crime, cuja investigação está com a Delegacia de Homicídios de Florianópolis. As suspeitas iniciais de policiais e agentes apontavam execução, pois mais de 10 tiros teriam sido disparados.

Policiais disseram à reportagem que o agente saiu de casa para ir à padaria por volta de 8h quando foi morto na rua e que vizinhos escutaram antes um estrondo de batida de carros. Ainda conforme policiais, o veículo do agente, um Clio, estava em uma outra rua próxima com a chave na ignição. Na rua Marinho, onde o corpo foi encontrado, também havia um Palio com o motor ligado, com a porta do motorista amassada e com marca de tinta da cor vermelha.

Por isso, uma outra linha apura que a motivação pode ter sido um acidente de trânsito. Há suspeita que depois da colisão entre os veículos possa ter havido uma perseguição — o dono do Palio informou à polícia que o seu carro havia sido furtado.

Imagens de câmeras na região estão sendo utilizadas na investigação. Um carregador de pistola calibre 380 municiado foi encontrado próximo ao corpo de Misael, além de diversos estojos deflagrados do mesmo calibre.

O diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto, disse que os trabalhos seguirão em sigilo para não atrapalhar as investigações e que por enquanto não é possível apontar nenhuma linha de apuração. Além da Homicídios, a Central de Investigações do norte da Ilha auxilia no caso.

O delegado informou que havia 16 cápsulas de munição no local (rua Marinho) e que a quantidade de tiros que atingiram o agente será estabelecida com o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML). Indagado sobre algumas pessoas baleadas que entraram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Canasvieiras pela manhã, o policial relatou que não havia nenhuma relação com o assassinato de Misael.

Segundo as informações da SJC, o velório será em uma igreja na rua Intendente João Nunes Vieira a partir das 21h e o enterro na segunda-feira às 10h no cemitério do Rio Vermelho. O luto da categoria ficou evidente logo em seguida à morte, com manifestações em grupos internos da categoria, das polícias e também em redes sociais na internet.

"Autores não identificados"

Em nota oficial divulgada às 16h30, a Secretaria da Justiça e Cidadania lamentou a morte do agente e afirmou que acompanha as investigações, mas que até o momento não há nenhuma motivação conhecida e os autores não foram identificados.

Confira a nota da Secretaria da Justiça e Cidadania:

"A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informa, com pesar, o falecimento do Agente Penitenciário Misael Baruffi. Misael tinha 31 anos, era natural de Concórdia, trabalhava no Presídio Masculino de Florianópolis, localizado no Complexo da Agronômica,  e faleceu na manhã deste domingo, 12, após ser alvejado por diversos disparos de arma de fogo. Logo após tomar ciência do ocorrido uma equipe da SJC se deslocou ao local do homicídio e permanece acompanhando as investigações que estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital. Até o momento não há nenhuma motivação conhecida para o crime e os autores ainda não foram identificados. A SJC manifesta o seu profundo pesar e se solidariza com a dor dos familiares, amigos, colegas de trabalho e, na oportunidade, presta suas condolências aos familiares pela irreparável perda."

Terceiro agente morto desde 2012

Misael Baruffi é o terceiro agente penitenciário morto em Santa Catarina desde 2012. Em 26 de outubro de 2012, em São José, a agente Deise Alves, 30 anos, foi morta a tiros quando chegava em casa.

A polícia afirma que os autores da execução de Deise são integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) que pretendiam assassinar o marido dela, o agente e então diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Alves. Quatro depois, os acusados da morte de Deise ainda não foram julgados.

Em 29 de setembro de 2014, em Criciúma, Sul, criminosos mataram a tiros o agente penitenciário aposentado Luiz Carlos Dal'Agnol, 60 anos.



 
 
 

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