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Segurança23/07/2016 | 13h00Atualizada em 23/07/2016 | 13h00

Comunidade compra bicicletas pra policiais fazerem rondas na Daniela, em Florianópolis

Bairro conta com bike patrulha e implanta programa Vizinho Solidário para ajudar a prevenir arrombamentos 

Comunidade compra bicicletas pra policiais fazerem rondas na Daniela, em Florianópolis Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Os sargentos Wolff Noé e Ailton Sanford, há seis meses, começaram uma nova rotina. Eles foram destacados para o projeto Bike Patrulha na Praia de Daniela, no Norte da Ilha, e ao invés de carros, eles fazem rondas pelo bairro de bicicleta. Mas um guarda sobre duas rodas não é novidade. A diferença é que desta vez foi a comunidade quem comprou as bikes. Com o apoio da própria PM, um dos principais objetivos é inserir o policial no bairro.

Foi numa reunião do Conselho de Segurança (Conseg) 32, que compreende os bairros de Daniela, Jurerê, Forte e Ratones, no ano passado, que um dos moradores sugeriu a ideia da bike patrulha para priorizar as rondas na Daniela, contou o presidente do conselho, Ivânio Alves da Luz. A PM, complementou o presidente do Conselho Comunitário Pontal de Jurerê, Antônio Carlos de Borja, sustentou a ideia com o efetivo.

— Então conversamos com empresários e pessoas da comunidade, e nós mesmos compramos as bicicletas. A polícia especificou todos os detalhes da bike e a equipamos. Foi um investimento de cerca de R$ 4 mil — explicou Antônio Carlos.

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O Conselho Comunitário realizou uma cessão de uso das bikes para a PM. Ou seja, quando o serviço não tiver mais disponibilidade de ser prestado, as bicicletas voltam para a entidade localizada na Daniela.

Agora, os policiais rondam todas as ruas do bairro, um dia sim e outro não, pedalando. A comunidade aprovou, como é o caso do comerciante Vilmar Tasca, 50, que há 25 mora no local. Ele, inclusive, foi um dos patrocinadores da ideia.

— É bom ver os policiais passando em frente ao comércio. Seria melhor se fosse diariamente, mas entendemos as necessidades — explicou o comerciante.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Vizinho Solidário

Outra atividade que complementa a patrulha é o chamado Vizinho Solidário, uma ação que a PM tem implantado em vários bairros da cidade através de um grupo de Whatsapp. Os moradores avisam de pessoas suspeitas, de casos de furtos e roubos. No grupo ainda há policiais, que, em emergências, acionam viaturas e avisam a bike patrulha para averiguar. A iniciativa, comemora Antônio Carlos, tem tudo para dar certo e expandir para mais ruas do bairro. Atualmente, duas quadras se juntaram na ação de prevenção.

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— Tivemos uma onda de arrombamentos há algum tempo, e notamos que com a bike patrulha isso diminuiu. Ocorreu um esta semana, mas registramos que não era em uma rua onde o Vizinho Solidário funcionava — adiciona o presidente do Conseg, Ivânio, determinando a importância de expandir o projeto.

Proximidade com a polícia

O comandante do 21º Batalhão da PM, que atende o Norte da Ilha, tenente-coronel José Nunes Vieira, conta que a bike patrulha, junto do Vizinho Solidário, são estratégias da polícia comunitária. A corporação chegou a fazer uma reengenharia no efetivo para deslocar os policiais para pedalar e patrulhar pela Daniela.

— A própria dinâmica da bike patrulha permite o contato olho no olho do policial com a comunidade. Ele não está enclausurado numa viatura. Permite que ele interaja com as pessoas — observou o comandante.

Para o tenente-coronel, a iniciativa resgata o que a Polícia Militar era há 20 anos, por exemplo, quando o policial conhecia as pessoas do bairro, os membros da comunidade.

 
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