"Fui assaltado hoje em Florianópolis, e dou graças a Deus que o ladrão me deixou vivo" - Polícia - Hora

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Cacau Menezes31/07/2016 | 20h17Atualizada em 02/08/2016 | 15h01

"Fui assaltado hoje em Florianópolis, e dou graças a Deus que o ladrão me deixou vivo"

De férias, colunista do DC Cacau Menezes descreve como foi vítima de um roubo no fim da tarde de domingo em Florianópolis

Estava saindo de uma churrascaria na SC-401 no fim da tarde deste domingo, ainda dia, onde fui almoçar com Elvira, e ao abrir a porta do carro apareceu um motoqueiro e parou a moto na minha frente com um revólver, que encostou na minha barriga. 

Achei que era brincadeira de alguém que me conhecia. Ri e perguntei quem era. Elvira já dentro do carro vendo tudo e sem entender nada. Nem ela e nem eu. A poucos metros da gente, Ado Guimarães, Fernanda e outras pessoas conhecidas. E centenas de carros que passavam pela rodovia. Ninguém viu nada. Cena de cinema. 

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Olhei e pela cor do cara – branco, tipo alemão – e pelo sotaque – de quem não é daqui, nem mais ao Sul – me dei conta de que não era um conhecido e de que ele não estava de brincadeira. Era um assalto. Pediu o relógio com um revólver na minha barriga. Dei o relógio. Pediu a chave do carro, disse a ele que ia jogar no mato, na frente dele. Gritou pedindo a chave do carro. Dei a chave e ele jogou no mato, onde eu sugeri, e desapareceu. 

Olhei sua fuga dando graças a Deus que esse ladrão de relógios me deixou vivo. Mas fico pensando que todos que moram nesta cidade, como eu, estão vivos, por sorte. Ou porque Deus os protege. Momento tenso que não desejo a ninguém. Mas que serve de alerta: cuidem de tudo: entrada, saída de residências, bares, restaurantes, locais públicos, de dia, de noite... A cidade é outra. A polícia não tem como resolver tudo sozinha. Os assaltos são em todos os lugares e com todas as pessoas. O risco de morrer é muito grande. Não há como prender um criminoso que usa moto. Eles desaparecem e trocam de pista em segundos.

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Pouco depois, já em casa, recebi mensagem do comandante da Polícia Militar em Santa Catarina, Paulo Henrique Hemm: "Cacau...essa ocorrência foi contigo? Provavelmente esse marginal já tem várias passagens. Hoje ninguém fica preso graças a uma tal Audiência de Custódia, mas nós vamos continuar em nossa missão. Se precisar de algo, chama".

Agradeço ao amigo Paulo Henrique, homem sério, competente, mas que não opera milagres. A cidade inchou e, infelizmente, veio muita gente desqualificada, para aprontar. A Grande Floripa tá abarrotada de marginais. O Brasil todo, por sinal.

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Foto: Arte DC / Agência RBS
 
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