Júri condena homem a 44 anos de prisão por estupro e morte de jovem em Urubici, na Serra de SC - Polícia - Hora

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Justiça26/07/2016 | 22h13

Júri condena homem a 44 anos de prisão por estupro e morte de jovem em Urubici, na Serra de SC

Irmão do réu recebeu uma pena menor por ocultar o cadáver

Cleiton das Chagas Müller foi condenado a 44 anos e 4 meses de prisão pelo estupro, morte e esquartejamento da jovem Alice da Rosa. O crime aconteceu em maio de 2015 na cidade de Urubici, na Serra Catarinense. O réu terá de cumprir a pena, definida pelo Tribunal do Júri na última sexta-feira, em regime inicialmente fechado. O irmão mais novo dele, Henrique das Chagas Müller, foi condenado a uma pena menor, de 2 anos e 3 meses, por vilipêndio e ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida em regime semiaberto. 

Corpo de jovem é encontrado esquartejado em Urubici, na Serra catarinense

Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime os irmãos Müller estavam em uma festa na casa "Antunes Club", em Urubici, quando, por volta das 3h30min, Cleiton observou Alice, então com 24 anos, sair do local desacompanhada. Ele se ofereceu a levá-la em casa. Diante do pedido ser negado, o réu agrediu a vítima para colocá-la dentro de seu automóvel. Então, ele foi até um local conhecido como a "encruzilhada da santinha", a aproximadamente 1 km de distância de onde acontecia a festa.

No local, Cleiton, então com 25 anos, estuprou Alice e a esganou até que perdesse a consciência. Após desmaiá-la, acertou a cabeça da vítima com uma pedra e um facão, provocando a morte em decorrência de anemia aguda e traumatismo encefálico. Depois de cometer o crime, Cleiton buscou o irmão no local da festa para, juntos, se livrarem do corpo da vítima.

Dessa forma, os irmãos levaram Alice para a residência em que viviam, onde amputaram em diversas partes o corpo da jovem. Os membros da vítima foram colocados em dois sacos de ração para equinos e, posteriormente, jogados na "Serra do Panelão", às margens de uma rodovia.

O júri foi presidido pela juíza Camila Murara Nicoletti e ainda cabe recurso da decisão. 

 
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