Júri condena irmãos por assassinato na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis - Polícia - Hora

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Segurança26/07/2016 | 17h12Atualizada em 26/07/2016 | 18h36

Júri condena irmãos por assassinato na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis

Um dos acusados também foi condenado por atirar contra policiais militares

Júri condena irmãos por assassinato na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis Guto Kuerten/Agencia RBS
Perseguição policial ocorreu na Avenida Beira-mar Norte, próximo a um supermercado da região, em 23 de junho de 2015 Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS

Os irmãos Ismael dos Santos Ribeiro e Israel da Silva Ribeiro foram condenados pelo Tribunal do Júri de Florianópolis nesta terça-feira, 26, por uma execução em plena Avenida Beira-Mar Norte. A vítima, Márcio Henrique da Silva Júnior, o Bolinha, 26 anos, foi morta a tiros após uma perseguição por desavenças do tráfico de drogas na Caieira do Saco dos Limões.

O julgamento começou às 9h no Fórum da Capital e terminou às 16h com a sentença lida pelo juiz Marcelo Volpato de Souza. O réu Ismael dos Santos Ribeiro foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado por homicídio e tentativa de homicídio contra dois policiais militares.

Assassinato na Beira-Mar Norte aumenta sensação de insegurança

Já o réu Israel da Silva Ribeiro pegou 16 anos de prisão pelo homicídio de Bolinha e foi absolvido da tentativa de homicídio contra os PMs. A dupla, que está presa, teve negado o direito de recorrer em liberdade. Ismael e Israel participaram do julgamento, mas, por medida de segurança, não ficaram no salão de júris durante a leitura da sentença.

Como foi o crime

O crime aconteceu às 8h15min do dia 23 de junho de 2015. Armados, Ismael e Israel perseguiram Bolinha e o mataram a tiros em via pública. Ismael o seguiu a pé pelas ruas e Israel foi atrás do alvo de carro e chegou a atropelá-lo. A perseguição mobilizou grande efetivo da PM, inclusive o comandante-geral da PM, coronel Paulo Henrique Hemm, que passava pelo local e ajudou na prisão de um dos autores.

Ao final do júri popular, o juiz ressaltou a brutalidade do crime pelos acusados. A promotoria também destacou a frieza e o lugar que foi palco do assassinato, em uma das avenidas mais movimentadas de Florianópolis.

– A localização, o perigo em comum, os carros e as pessoas passando... Uma câmera de monitoramento registrou o momentos dos disparos e a execução, crime motivado pela disputa de pontos de tráfico de drogas – afirmou o promotor Andrey Cunha Amorim.

Atuou como assistente de acusação Lua Magagnin Boeira e na defesa dos réus a defensora pública Fernanda Mambrini Rudolfo. Os réus podem recorrer da sentença no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

 
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