Justiça de Caçador aceita denúncia contra suposto serial killer na cidade - Polícia - Hora

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Assassinatos21/07/2016 | 16h10Atualizada em 21/07/2016 | 16h26

Justiça de Caçador aceita denúncia contra suposto serial killer na cidade

Acusação diz respeito à morte de Lucas Pereira. Nova denúncia pode ser apresentada nos próximos dias em função de outro assassinato 

Justiça de Caçador aceita denúncia contra suposto serial killer na cidade Leo Munhoz/Agencia RBS
Testemunha da morte de Lucas ajudou peritos durante reconstituição Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

A Justiça de Caçador recebeu nesta quarta-feira a denúncia do Ministério Público contra Fábio da Silva, 23 anos, apontado como um serial killer pela Polícia Civil da cidade, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Trata-se da acusação envolvendo o assassinato de Lucas Pereira, 22 anos, morto por estrangulamento, além de ter o corpo esquartejado e escondido em uma cova.

Fábio, que está preso preventivamente, foi denunciado pelos crimes de ocultação de cadáver,homicídio por motivo fútil, com emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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— O acusado parou seu automóvel, foi até o banco de trás, passou uma corda em volta do pescoço de Lucas e apertou fortemente, enquanto dava socos na cabeça da vítima até que Lucas parasse de se mexer — escreveu o promotor Fernando Rodrigues de Menezes Júnior.

Na noite seguinte, conforme o MP, Fábio voltou ao matagal onde havia escondido o corpo e passou a destruí-lo com uma cortadeira, antes de enterrar os restos mortais em uma cova.

"Esquartejamento nem sempre é ritual", diz especialista em serial killers 

O crime foi praticado em abril, na mesma época em que Clarisse Justino de Andrade, 23 anos, também foi encontrada morta. Ela teve o corpo cortado ao meio e partes foram mutiladas. Como o Ministério Público ainda aguarda informações complementares, a denúncia pelo assassinato de Clarisse só deve ser apresentada nos próximos dias.

Fábio da Silva é autor confesso dos dois crimes, mas diz não lembrar de detalhes dos acontecimentos. Ele alegou à polícia que sofre com visões do pai (assassinado em 2013) e que os homicídios seriam consequência das alucinações. Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo de Mattos, a perícia confirmou sinais de sangue no tapete do carro de Fábio, mas exames de DNA são aguardados para confirmar a possível compatibilidade com as vítimas.

Ainda permanecem as suspeitas de que o mesmo autor tenha praticado outros crimes em Caçador, embora Fábio negue ter feito mais vítimas. Conforme o delegado, há pelo menos dois registros de pessoas desaparecidas na região.

Acusado vai a júri por envolvimento na morte do pai

Fábio irá a júri popular no próximo dia 9 de setembro, em Curitibanos, mas sentará no banco dos réus por causa de outro crime: ele é acusado de envolvimento na morte do próprio pai, em março de 2013. Segundo a investigação, a mãe de Fábio teria assassinado o ex-companheiro com golpes de barra de ferro na cabeça enquanto ele dormia, além de também asfixiá-lo com sacolas plásticas.

Ela admite o crime e responde em liberdade por homicídio e por ocultação de cadáver. Como Fábio teria somente ajudado a levar o corpo de carro até a cidade de Santa Cecília, ele será julgado apenas por ocultação de cadáver.

O advogado Giancarlo Almeida Schveitzer representa mãe e filho no caso de Curitibanos e ainda aguarda definição se representará Fábio nos processos em Caçador. Ele diz ainda não ter visto a denúncia mais recente do Ministério Público.

Fábio mostrou à polícia a localização do corpo de Clarisse Foto: Polícia Civil / Divulgação
 
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