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Segurança em Joinville11/07/2016 | 15h02Atualizada em 11/07/2016 | 15h03

Ministério Público denuncia vigilante que matou cliente em Pirabeiraba

Segundo o promotor Ricardo Paladino, Felipe Gonçalves Leal atirou em Edson Luiz Gadotti por motivo fútil e sem dar chance de defesa

Ministério Público denuncia vigilante que matou cliente em Pirabeiraba Divulgação/Divulgação
Caso ocorreu em uma agência de cooperativismo de crédito Foto: Divulgação / Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina protocolou a denúncia contra o vigilante Felipe Gonçalves Leal, de 31 anos, no início da tarde desta segunda-feira, na 1ª Vara Criminal de Joinville. Ele é acusado de matar o instrutor de trânsito Edson Luiz Gadotti, em 27 de junho, numa agência bancária do distrito de Pirabeiraba, na zona Norte de Joinville.

O vigilante disparou três tiros contra Gadotti diante dos caixas eletrônicos da agência após uma discussão. As câmeras de segurança da agência registraram toda a cena.

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 Em denúncia apresentada pelo promotor de justiça Ricardo Paladino, Leal é indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem possibilidade de defesa. 

— O móvel propulsor do crime foi fútil, porquanto o denunciado matou a vítima pelo simples fato de que ela insistiu em entrar, após o horário, no setor de atendimento pessoal da agência para descontar um cheque. O crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, eis que foi atingida repentinamente pelo primeiro disparo, em momento que não poderia esperar ser agredida, especialmente porque entre ela e o denunciado havia uma barreira de vidro — diz a denúncia.

Agora, o juiz da 1ª Vara Criminal deve analisar e decidir se aceita ou não a denúncia. Caso seja condenado, Leal pode pegar pena de 12 a 30 anos de prisão, de acordo com informações do delegado Fabiano Silveira, que concluiu o inquérito do crime.

As imagens das câmeras foram fundamentais para a Polícia Civil. A alegação inicial do vigilante, de que o instrutor teria colocado a mão na cintura para pegar algo que poderia ser uma arma, foi descartada pela polícia. Analisadas pelo especialista em segurança pública e privada Jonas Alves da Silva, as imagens mostram que houve desvio de funcionalidade e falta de orientação permanente na atuação do vigilante no momento da discussão.

Confira o vídeo do sistema de segurança da agência:


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