Assaltos a ônibus em linhas do norte da Ilha, em Florianópolis, trazem insegurança e medo para usuários - Polícia - Hora

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Trabsporte coletivo17/08/2016 | 20h18Atualizada em 17/08/2016 | 20h18

Assaltos a ônibus em linhas do norte da Ilha, em Florianópolis, trazem insegurança e medo para usuários

O último ocorreu crime na noite de terça-feira, quando três homens armados entraram no ônibus próximo à entrada de Ratones e anunciaram o assalto

Assaltos a ônibus em linhas do norte da Ilha, em Florianópolis, trazem insegurança e medo para usuários Betina Humeres/Agencia RBS
Elizandra teme por sua segurança e de seus filhos Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Insegurança e medo rondam quem anda de ônibus em Florianópolis, principalmente nas linhas que levam ao norte da Ilha. No mês de agosto, foram registrados dois assaltos contra veículos de transporte coletivo nos bairros de Ratones e Rio Vermelho.

O último ocorreu na noite de terça-feira, quando três homens armados entraram no ônibus próximo à entrada de Ratones, anunciaram o assalto, roubaram o dinheiro do caixa e os pertences dos passageiros, e desembarcaram do veículo na Vargem Pequena. Os criminosos fugiram, e ainda não foram localizados pela polícia.

Câmeras flagram assalto em ônibus na SC-401 em Florianópolis 

Antes, em 4 de agosto, um ônibus da linha 267 do Consórcio Fênix foi assaltado no Rio Vermelho, quando dois homens renderam os ocupantes do veículo e roubaram o caixa e os passageiros. Para quem depende do transporte coletivo, está cada vez mais difícil pegar ônibus ou ter que esperar pelo veículo nos pontos espalhados pela rodovia.

— A gente que costuma andar de ônibus todos os dias é quem mais sofre, porque você tem medo dentro do ônibus e também nas paradas — reclama a dona de casa Elizandra Evelyn Lisboa, 23 anos, que costuma pegar o coletivo com os filhos Miguel, 8, e Maria Vitória, seis meses. 

Até quem mora fora do Brasil, ao chegar em Florianópolis é avisado dos perigos de se cumprir tarefas simples do cotidiano, como pegar um ônibus para trabalhar ou estudar. Foi o caso da designer de moda Larissa Coelho, 23 anos, que na tarde desta quarta esperava o ônibus no ponto em frente ao Floripa Shopping, um dos locais onde criminosos já realizaram assaltos dentro e fora do veículo. 

Alertada pelo pai, que mora na Praia Brava, a jovem, que vive nos Estados Unidos, estava receosa de ter de esperar no ponto do coletivo em meio a uma nova onda de roubos.

— O meu pai me avisou dos roubos a ônibus e do perigo dos pontos daqui do shopping — relata, antes de dizer que há cinco anos, quando se mudou da cidade em que nasceu, "não ouvia falar tanto em assaltos assim".

Propagandista que atende farmácias do Santa Mônica, Lagoa da Conceição e bairros do norte da Ilha, Fernanda Furini, 31 anos, não precisou ser assaltada para tomar conhecimento da insegurança que acompanha as viagens entre o centro e bairros como Ingleses e Canasvieiras.

— Em três farmácias que fui atender, as meninas me falaram de assaltos aqui no norte. E como eu trabalho com celular, agora não tenho nem aproveitado as viagens para adiantar serviço, porque fui aconselhada a não andar mostrando o celular — revela. 

Crimes se repetem

O modus operandi dos assaltos é semelhante à sequência de roubos a ônibus entre o final de março e início de abril deste ano, quando criminosos embarcavam nos veículos, roubavam dinheiro e pertences dos ocupantes, e desciam em fuga logo em seguida. Nos casos registrados há quatro meses, o Consórcio Fênix informou que 13 ônibus haviam sido assaltados em três semanas apenas no norte da Ilha. Já a Polícia Militar, na mesma época, afirmava ter conhecimento da ocorrência de oito assaltos em duas semanas entre o Floripa Shopping e a entrada do bairro de Cacupé, em um trecho de pouco mais de um quilômetro. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Consórcio Fênix, que confirmou os dois assaltos ocorridos em agosto, e garantiu que eles foram os primeiros registrados desde a série de roubos em abril. O consórcio já havia anunciado, ainda para este ano, a instalação de câmeras nos veículos, que podem prevenir estes crimes e ajudar a identificar os suspeitos.

Entrevista - Tenente-coronel Alessandro Marques, da Polícia Militar

O assalto a ônibus que ocorreu na terça-feira, na SC-401, envolveu quantos elementos? Quantos deles estavam armados? 

Quatro, um deles armado com arma de fogo, por volta das 21 horas.

Onde os criminosos entraram no ônibus? E onde desceram?

Um pouco antes da entrada de Ratones e desceram antes do cruzamento da Vargem Pequena.

Eles roubaram o dinheiro do caixa do cobrador?

Sim, em torno de R$ 400. A princípio, passageiros também foram roubados. Foi confirmado o furto de dois celulares.

A ocorrência foi registrada junto à PM?

Sim, registrada no Emergência 190, que acionou três viaturas ao local.

Foram feitas buscas? Alguém foi preso? Existe algum suspeito para este assalto?

Sim, foram feitas buscas. Não houve presos. Identificação segue em diligência.

Em 4 de agosto, uma outra ocorrência similar aconteceu em um coletivo da linha 267 Rio Vermelho. Dois homens entraram e assaltaram o cobrador e os passageiros. A PM recebeu essa ocorrência?

Não.

A PM acredita que possa haver relação entre esses dois casos?

Não.

 
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